domingo, 30 de janeiro de 2011

Passos a Dar

As Revoluções são como as paixões amorosas. Intensas. Impetuosas. De uma maneira geral pouco duradoiras. Ardem na sua própria adrenalina. A Revolução de Abril de 74 foi mansa mas atingiu os seus dois objectivos maiores: implantar uma democracia e acabar com as colónias. Já antes fora feita, de forma exemplar, a descolonização do Brasil. Outros tempos e obra de gente com outra envergadura.

Sob a nossa imberbe democracia cometeram-se muitos erros de principiantes em tais lides e um deles, bem grave, foi a destruição da classe média que é, e sempre foi, o fiel da balança em sociedades equilibradas..

Na actualidade a nossa sociedade é constituída por meia dúzia de ricos que sempre o foram, uma larga camada dita de nova gente desenfreada e consumista que coabita com aqueles que enriqueceram ilicitamente, e até com uma certa aristocracia ignara e decadente. Há a somar os novos pobres e para fechar este desajeitado ramalhete cheio de espinhos juntar ainda os pobres de Cristo que nem sabem o que é ser outra coisa.

Com a Revolução chegaram os partidos e à volta deles como cogumelos ao redor das arvores depois da chuva, uma caterva de políticos.

Quem nos governa? Os citados fazedores de politica. A aquecerem os assentos da Assembleia da Republica temos nada mais, nada menos do que 230 deles. Um numero exorbitante e desmesurado para o pequeno país que somos. A solução para deixarmos de ser mal governados é só uma, Criar, sem demoras, uma Universidade de Ciências Politicas. Só assim teremos políticos credíveis, profissionais a tempo inteiro e capazes. Ser Catedrático de uma Universidade deste cariz será aliciante e, talvez, aquelas cabeças de mérito que nos abandonaram voltem para esta revolução que não deixará nada como encontrou. Precisamos de uma geração até se alcançarem resultados positivos. Seja. Mas por amor pelo nosso país, tão mal amado, tudo vale a pena.
De temer a nossa lentidão nauseante. Desejamos que Portugal nascido malfadado deixe de o ser. Acreditamos na nossa juventude empreendedora e com cabeça. Lutem.

Já agora o que é feito dos emblemáticos pedófilos? De que estão à espera? Que morram? São velhos. Mas atenção, as crianças nascidas aquando o inicio do processo estão  com 5 anos de idade.

A União Europeia tem 27 países , apenas três são socialistas. Sabem quais? Grécia, Espanha e Portugal (os aflitos). Será uma coincidência… ?
Margaret Tatcher. disse: "o socialismo durará até se acabar o dinheiro dos outros". Teria razão?

RAPALADO

domingo, 16 de janeiro de 2011

ÚNICOS

Com genes de ligures, iberos, e celtas. Fenícios, cartagineses, visigodos, suevos, vândalos, gregos, romanos, negros, árabes, judeus, o diabo a sete os portugueses são únicos. Um povo velho, num país pequeno e pobre.


As nossas características físicas e psíquicas são específicas. Somos, maioritariamente, morenos, atarracados, mal prontos, barrigudos. As feições são grosseiras e expressam ignorância. Ao longo de centenas de anos mudámos? Um pouco. Somos mais altos… Psiquicamente, fatalistas, resignados, manhosos, servis. Baixamos a cabeça como cães rafeiros, para logo, sempre que possível, mostrarmos uma arrogância desmedida e, acima de todas estas coisas somos vaidosos, uma vaidade sem alicerces e por último invejosos, duplamente invejosos. Vivemos embebidos de inveja e “enveja” a última palavra com que Camões termina os Lusíadas.

Para bem dizer não temos tanto mas o que há é suculento. Quem inventou o sextante e sulcou mares nunca vistos por olhos humanos? Nós. Quem primeiro do que ninguém começou a fazer da terra uma aldeia global? Os portugueses. Quem pela primeira vez na história pôs no ar um artefacto (agora diz-se aircraft) - a passarola de Gusmão? Até inventámos a Via Verde…

Por curiosidade olhemos para a divisa que rege a Holanda, um país pequeno como o nosso mas rico. É curta e singela:

X   PERSISTÊNCIA
X   PACIÊNCIA
X   PARCIMÓNIA

Nós somos persistentes nos nossos erros. Temos uma paciência infinita esperando que a providência resolva os nossos problemas mas sem nada fazermos por isso. Quanto à parcimónia poucos sabem o significado deste vocábulo.

A verdade deve ser dita. Ao longo da nossa história (salvo raras e curtas excepções sempre fomos mal governados) e desses desgovernos sofremos uma doença congénita: somos analfabetos. Para aqueles que pretendem seguir mais estudos as nossas Universidades não têm, propriamente, cinco estrelas. Será que não existem entre nós consciências ricas e prodigiosas? Claro que sim. Mas dessas cabeças privilegiadas muitas abandonam o país. País dos “efes”. Futebol. Fátima. Fado. E na actualidade Fome. É triste e tristes estamos para lá de inseguros, receosos e desorientados.

A nossa divisa agora, aquela que assentaria como uma luva grosseira, seria uma vergonha e apenas esta: APROVEITA AGORA QUE NINGUEM ESTA A VER! (e mesmo que alguém veja, pouco importa). As prisões estão a abarrotar. Mata-se, esfola-se, rouba-se e montam-se esquemas de corrupção proveitosa com o maior descaramento..
A nossa justiça é lenta como uma lesma. E as penas são curtas e leves. Uma justiça que sofre de uma virose política por estar exposta ao sopro das conveniências da ocasião. Riqueza limpa e segura, o nosso sol luminescente num céu de um azul magnífico.

Ah! Somos poetas! E de um deles ainda jovem, ouvimos este desabafo: ando desconsolado, sinto saudades de ter saudade...

Só nós.

RAPALADO

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Com os pés em 2011

Cá estamos nós no início da segunda década do século XXI, século começado com o abanão do 11 de Setembro que nos atirou para uma senda da qual não conhecemos o trilho nem para onde nos levará. O futuro chega a cada fração de segundo. Futuro? O segredo mais bem guardado do Mundo.
O bem e o mal sempre andaram de mãos dadas só que a mão do mal é mais poderosa moram nela todas as perversões. Os animais humanos são loucos só que a loucura de que agora padecem  é global. Aditos a toda a espécie de drogas e ao digital estão menos humanos. Viver virtualmente é pão nosso de cada dia. Devoramos a vida demasiado depressa  e mal.
A Natureza é fêmea e tal como a mulher imprevisível, aquilo que o Diabo não pode ela o faz. Acabou  com os dinossauros. Fazem-nos falta? Nenhuma... Os geologos dizem que estamos a entrar numa era de tsumanis. melhor dito: de mega-tsunamis. Ao longo dos séculos a Natureza sempre se soltou desenfreada em convulsões caóticas. Paradoxalmente é magnânima e muito bela. A sua diversidade, visível e invisível parece inesgotável. A essa riqueza vão os cientistas buscar tudo e assim são eles que modificam e comandam o Mundo em que vamos vivendo.
Voltaremos  para bem e mal dizer de nós - portugueses...
                                                                                              
RAPALADO