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| Biblioteca Joanina - Coimbra |
A língua portuguesa,
românica, é uma digna filha do latim vulgar que por sua vez arrastou muito do
erudito (ático) do idioma grego. Por todo o Mundo existem cerca de 280 milhões
que falam português! Um país tão pequeno com uma língua tão rica.
É evidente que
a nossa história e expansão pelo Mundo teve o seu peso positivo neste
enriquecimento.
Aos nossos ouvidos a nossa língua é
feia sobretudo pelo sibilar do S, os «ches» e acima de tudo pelo «ão». No
entanto, o celebre escritor espanhol, Manuel de Cervantes, considerava o nosso
idioma «doce e agradável». Para nós falta-lhe a musicalidade do italiano e por
exemplo a doçura do francês. E feio é quando “anasala” tal como o
catalão. Seja como for temos escritores maravilhosos. Não resistimos em
transcrever alguns excertos de um escrito de António Lobo Antunes: Ah!
como gostamos deste escritor atual. Trata-se do tema como Lobo Antunes vê
Portugal.
... Passa uma senhora de saco de compras;
não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto. Tanta
queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós
estúpidos culpamos os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça.
Eles trabalham para nós e a gente, mal agradecidos, protestamos.
... Veja-se, por exemplo o senhor Mexia, o
senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não
esteja na franja da miséria, um único...
O senhor Rui Pedro, os senhores Penedos pai
e filho que isto da bondade às vezes é hereditário... Portugueses sejam gratos... Uns
sacrificados, uns Cristos. Que pecado feio, a ingratidão.
Um pozinho de consideração por almas
eleitas, que Deus acolherá por certo com especial ternura na amplidão
imensa do seu seio. Já o estou a ver:
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro.
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima.
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é
o mínimo que posso fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável
lista de bem aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores...
... Ajoelho à sua frente indigno de lhes
desapertar as correias dos sapatos. Vale e Azevedo para os Jerónimos. Já!
Loureiro para o Panteão já. Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Sócrates para a torre de Belém, já. A torre de Belém não, que é tão
feia. Para a Batalha.
... Abaixo o Bem estar. Vocês falam de
crise mas as actrizes das telenovelas a aumentar o peito; onde está a crise,
então? ... E magrinhos, magrinhos mas peitos de meio litro e beijando-nos uns
aos outros com os bifes das bocas seremos como é nossa obrigação, felizes.
O português está pejado de palavras de
origem árabe todas as começadas por “Al” mas também muitas outras como
por exemplo, cama, espingarda e esquerdo. Em francês e italiano, tal como a
nossa língua românicas, esquerdo diz-se, respetivamente “gauche” e “sinistro”.
Das invasões normandas guardamos a palavra “Brot”,
pão que transformamos em broa. Do hebraico ficou-nos safardana, asqueroso,
reles (apelido judaico) e a expressão “Fazer judiarias”. O atual Presidente de
Israel é Reuven Rivlin de 74 anos, conservador da linha dura do partido Likud.
Opositor determinado à independência da Palestina e tem como bandeira “A
Grande Israel”.
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| Reuven Rivlin - Presidente de Israel |
De uma coisa temos a certeza as judiarias
não terão parança até conseguirem chamar à faixa de Gaza, sua. Se fosse só isto…
Entretanto Putin foi até à América do
Sul. Em Cuba perdoa a grande divida deste país perante o decrépito
Castro, mas ainda de pé. Na Argentina encheu os ouvidos da Presidente
(comunista) com as Malvinas para que se oponha aos Britânicos. Nada de
Falklands...
Voltando à nossa língua, foi o Rei D. Diniz
que tornou oficial o português como a língua falada e escrita em
Portugal. Vale a pena pesquisar o negócio de milhões (agora é tudo aos milhões)
obtidos com o acordo (ou desacordo) ortográfico.
A globalização é mais uma utopia e tem uma
única finalidade, fazer o mundo inteiro consumir aquilo que o grande capital
produz. A diversidade é riqueza tanto cultural como material. Com a
globalização os lucros são só para alguns.
Portugal é um país muito pequeno mas as
disparidades são relevantes. O que há de comum entre um algarvio e um minhoto,
um beirão e um ribatejano e então entre um alentejano e todos os outros? A
personalidade a maneira de viver e o linguajar são por completo diversos..
Não há nada mais inesperado e
divertido do que os apelidos alentejanos na sua maioria têm origem em velhas
alcunhas. Se forem procurar na net
apelidos alentejanos encontram dezenas deles. Aqui deixamos alguns que não
são referidos na citada lista mas bem atuais: Péluz, Olho de Boga, Carabranca,
Chãoquente, Pécurto. O Pécurto é mestre de obras, o Chãoquente
carpinteiro. Aparecem quando calha e trabalham devagarinho porque trabalhar é
uma canseira!
Em português existe uma palavra de três
silabas apenas que não tem tradução em língua alguma -SAUDADE. Quem disser que
não a sente de um mundo que já não existe, mente. Só os muito novos
conseguem contentamento e felicidade arrancada à sua própria juventude.
RAPALADO




