domingo, 12 de outubro de 2014

FUGAS

Manhattan vista do Rockfeller Center

Toda a gente em determinada altura da vida tem vontade de fugir do ambiente em que vive. Foi o que nos aconteceu. Deixar tudo para trás e partir. Mas para onde? Acabamos por escolher Nova Iorque pois temos aqui amigos e há muito tempo que não púnhamos cá os pés. 



Tínhamos o hábito de dizer a todos aqueles que o mereçem: "ninguém pode morrer sem visitar Nova Iorque". Pois morram à vontade, nova Iorque já não tem nada a ver com aquela que foi. Aliás este fenómeno dà-se em outras cidades do mundo como Paris, Mónaco... a que já fizemos referência.

O que é que verdadeiramente mudou? Em primeiro lugar o trânsito, porque circulam carros particulares em vez de apenas "cabs" como acontecia antigamente. Na prática leva-se o dobro do tempo a ir de taxi de uptown a downtown. Em segundo lugar em Nova Iorque não existiam crianças, quem as tinha, vivia nos arredores. Hoje em dia vêem-se muitas crianças, sobretudo coloridas.

Para nosso consolo continuam nos parques os adoráveis esquilos que se tivessem existido em Portugal tinham acabado todos em bifana.

Esquilo em NYC - Fonte NG

Falando com uma Nova Iorquina criada e crescida aqui confessou-nos que a China Town vai em poucos anos absorver Little Italy e tudo mais o que estiver ao redor. Em Brooklyn nem se fala. É tudo Chinês. Compraram em Uptown a antiga Trump Tower onde viveu Ronald Trump, que era de mármore cor de rosa, na quinta avenida. Os Chineses substituíram-na por um arranha céus incaracterístico. Pensamos que daqui a um tempo em vez de NYC, será NYCC, ou seja New York China City. Como verificamos, com o que acabamos de afirmar, não é só em Espanha, França e Portugal que os Chineses estão a comprar, só que em Nova Iorque o fazem à proporção desta grande cidade.

Dantes chegava-se ao aeroporto JFK. Hoje TAP - Newark, o que torna a chegada mais pesada, lenta e cara. O fast food prolifera mas caro! Claro que as doses são à Americana - Grandes.

Não queremos deixar de agradecer aos nossos leitores em maior quantidade e mais assíduos que nos seguem há 4 anos exactamente dos Estados Unidos da América, só seguidos pelos Brasileiros. Aqueles que vivem em Portugal cada vez lêem menos, tirando os jornais desportivos para os homens, para ver como vai o futebol, e algumas "damas" que passam os olhos pela dita imprensa cor de rosa para ver, como se diz na gíria jornalística, os bonecos e ler os grandes títulos. Ler, ler a sério é hábito que caiu completamente em desuso. A livraria Sà da Costa no Chiado acabou. Alguma coisa quererá dizer.

Esperamos voltar e olhar de novo para aquilo de que fugimos durante uns dias.

Rapalado

Adenda:
Para là de tudo o que ficou dito acabamos de ouvir a notícia de que os chineses compraram o Waldorf Astoria, o prestigiado hotel nova-iorquino que ocupa um quarteirão (13/10/2014)