domingo, 14 de dezembro de 2014

O NATAL E AS CRIANÇAS‏

Madonna de Boticelli


Como é natural abrimos este blog pré-natalício com os nossos melhores votos de que todos tenham um BOM e FELIZ NATAL e a esperança de que este malfadado ano de 2014 possa ser enterrado sem que mais nada de negativo nos traga. 




Foi um ano pejado de malefícios tanto  para Portugal como para grande parte do Mundo. Desfiar o rosário de tantas coisas negativas seria reviver com dor um passado de ontem. Até a natureza foi demasiado cruel.

As novas tecnologias, imparáveis vão, diariamente, construindo uma vida completamente diferente e ao mesmo tempo destruindo. Estão a levar-nos para uma vida mais humana e melhor? Não.

O extraordinário génio, o cosmólogo como não há outro cujo o estado de imobilidade total não o impede com uma nova ajuda técnica de conseguir comunicar mais rapidamente com o exterior "diz-nos", Stephen Hawking, que as prodigiosas tecnologias acabaram por destruir a humanidade

Nunca houve tanta pobreza, tanta fome física e psíquica, tanto descontentamento, tanta revolta, tantos protestos de toda a ordem, e estranhamente nada vale nada! Até o ouro negro baixou de valor, tanto como o ouro propriamente dito, a prata, a platina... Valorizam-se incongruências e valor só tem o dinheiro em si.

Os grandes  joalheiros  queixam-se, dizem que na prática deixaram de vender joias (Cartier, Chopard, Van Cleef, Tiffany). Os grandes jornais de Nova Iorque fecharam e ficaram centenas de jornalistas no desemprego. Dizem que nos nossos dias toda a gente é EDITOR, referindo-se às ditas redes sociais.

Já o escrevemos, estamos no fim de uma era. Morreu a Duquesa de Alba e deixou fortunas aos 6 filhos, morreu Fabíola a rainha Mãe da Bélgica e deixou toda a sua fortuna a uma Fundação para ajudar indigentes.

Seja como for é Natal e tantos outros comentários que temos nas nossas notas vamos deixá-los para mais tarde. São pertinentes mas não perderão atualidade. Cada coisa a seu tempo.

O Natal tem o condão de fazer muitas crianças felizes. O mundo que os homens andam a construir e a destruir não tem capacidade para aconchegar em felicidade todas, mas todas as crianças. Não lhe pediríamos mais do que isto.

RAPALADO