domingo, 24 de maio de 2015

HOJE VAMOS AO ALENTEJO


Paisagem Alentejana

Estivemos uns dias no Alentejo naquele a que chamam “in” e temos algo para muito mal dizer. É inacreditável o que se passa em relação às emissões de Televisão. Ligá-la é ter pela frente a partir sobretudo do noticiário da noite estampadas as seguintes palavras: SEM SINAL ou então para variar SEM IMAGEM. 


Claro que nos referimos aos quatro canais supostamente ao alcance de todos grátis. Por este Alentejo rural, a única explicação para tal procedimento de privação inadmissível parece estar no facto de serem massacrados com telefonemas “anónimas” como eles dizem, incitando-os a aderirem às estações pagas mensalmente por uma quantia de cento e muitos euros.

Ora os nossos alentejanos dão muito valor aos poucos euros que têm e os mais velhos quando mencionam 10 cêntimos não deixam de dizer que são 20 escudos, muito dinheiro! Quem trabalha no campo levanta-se cedo e gosta de ouvir antes de sair o noticiário das 7 da manhã, mas por vezes esquecem-se de ligar o tal sinal. Espertos, resolvem a situação insólita da seguinte forma: montam uma antena por menos de 120 euros, um gasto único e com este rabo de peixe como lhe chamam, talvez pela sua configuração, ficam com acesso a 25 estações espanholas. Tomem lá a nossa resposta "Y VIVA ESPAÑA". Esta situação inaceitável merece a atenção da DECO.

Também é triste vermos tantas palmeiras a morrerem devido a um malvado mal que as secam por completo. As palmeiras são originárias dos trópicos e como temos um clima temperado existiam por todo o lado estas belas árvores. Um calor excessivo para esta época do ano estava presente e claro o nosso vento de sempre não parou.

Mas nem tudo é negativo sonhando com o turismo foi construído um magnifico Hotel em Vila Viçosa. Uma pequena vila perto de Borba – Terrugem - cresceu de forma espantosa, tem desde há muitos anos logo à entrada o melhor restaurante desta área mas para além de uma antiga fàbrica de tudo o que se possa imaginar em pele, coiro e cortiça continua a valer bem a pena passar por lá. Na antiga rua que nos leva até ela existiam pequenas lojas com os produtos referidos mas estas desaparecerem dando lugar a muitas casas novas e cuidadas e existe agora uma loja onde nos aliciam com tudo o que se fabrica com cortiça “Joias”, sapatos, carteiras. No geral o bom gosto impera embora uma ou outra coisa tenha o cunho provinciano. Não se esqueceram de pendurar uns cinco ou seis capotes alentejanos do antigamente! Há de tudo o que se possa imaginar, ou melhor dito que jamais imaginamos ser possível criar a partir da cortiça. À entrada da vila um enorme cartaz onde se lê: “É BOM VIVER NA TERRUGEM”. As crianças foram presenteadas com um esplêndido parque moderno e muito cuidado.

Hotel Alentejo Marmoris - Vila Viçosa

Pelo mundo vai o pandemónio, os jihadistas tomaram a bela cidade de Palmyra. A “guerra” global em que a humanidade se encontra envolvida continua. Escapa a Noruega que só precisava de temperaturas mais amenas para ser um paraíso. Os impostos são altíssimos mas não existem nem grandes fortunas, nem pobreza. A Polónia, a Turquia a Hungria já falam no regresso à pena capital, as democracias com que vivemos já não dão conta do recado.

No nosso Alentejo mum sitio perto de Orada existe um local chamado Fernandina onde em velhos tempos existiu uma forca. Ainda hoje a verdade é que ninguém passa por lá perto.

RAPALADO

domingo, 10 de maio de 2015

É CADA VEZ MAIS COMPLICADO

Fonte: vipbags.com
Na área da alimentação humana (e animal) é cada vez mais difícil fazer as escolhas corretas. As rações para os animais que consumimos como alimento há muito que estão pejadas de aditivos maléficos de toda a ordem. Os antibióticos estão sempre presentes. E tem lógica, por este motivo, este medicamento ter perdido a eficácia que teve.

Escolher e optar por uma alimentação vegetariana foi uma solução para evitar estes malefícios mas já não é válida. 


As grandes cidades tinham ao seu redor terrenos cultiváveis onde os legumes eram plantados e supriam as necessidades dessas mesmas aglomerações de pessoas. Nos tempos em que vivemos é tudo diferente e são os grandes “trusts”, ou serão trastes que se apoderaram da produção em massa de tudo o que encontramos nas grandes superfícies. O pequeno comércio vai desaparecendo e com ele aquilo que era ecológico e puro.


A Natureza é soberana e ir contra ela, é provocar desastres irreparáveis. Temos um exemplo relevante, o caso da Argentina.

Para colmatar a crise económica e social da Argentina a sua Presidente fomentou, incentivou, apoiou as culturas transgénicas. A produção aumentou de tal maneira o que a levou a procurar a exportação como fonte de rendimento.

E assim destruiu (um crime) terrenos que foram excecionais. Todos os terrenos adjacentes para lá de toda a área freática envolvente. Infelizmente não é só na América do Sul que isto acontece mas em demasia por todo o Mundo.


A França levantou as mãos aos céus contra os produtos transgénicos que por meio de malabarismos pouco claros iam entrado naquele país, apesar de tudo acaba por aceitar a entrada do milho, da soja e não só.

Mapa dos concelhos com cultivos
de milho Geneticamente Modificado
em Portugal (2014). Fonte: DN
E nós também estamos a fazer este cultivo nalguns pontos do nosso Portugal sobretudo em Santiago do Cacém. Em teoria plantamos sobretudo milho designado por milho -Bt mas existem muitos mais (o tamanho exagerado das folhas dos vulgares coentros acusam tal prática).

Olhar para o que está escrito numa embalagem de farinha maizena -amido de milho já chega para assustar! Entre nós é tal o descalabro que em 2014 que o cultivo do milho transgénico cifrava-se em 6% da totalidade produzida.

Os produtos transgénicos são CANCERÍGENOS e os terrenos utilizados nestas culturas irrecuperáveis para lá da contaminação das águas e tudo o que lhe estiver adjacente.



É uma curiosidade constatar que as abelhas afeitas à situação atual preferem alimentarem-se nas plantas produzidas com inseticidas. O mel que durante séculos foi considerado o ouro liquido e possível guardar sem nenhuma alteração durante anos sobre anos por certo já não é o que então foi, um suplemento alimentar de excelência.


Quem ganha com esta nova situação? As grandes empresas que enchem os super- mercados pejados de tudo e mais alguma coisa provenientes dos quatro cantos do mundo. No fim das contas quem ganha são os Poderosos que estão a governar tudo e todos. Os Poderosos do Clube Bildelberg com o qual está de mãos dadas a nata da Comunidade Europeia, o comissário desta, e todos aqueles que mencionamos quando explicamos o que era e como funcionava este secreto Clube.


Quem perde? Todos nós, os seus escravos. Bem podemos gritar. Não nos ouvirão. Somos apenas, enquanto sobrevivermos, material para seu uso e proveito.



RAPALADO