Com genes de ligures, iberos, e celtas. Fenícios, cartagineses, visigodos, suevos, vândalos, gregos, romanos, negros, árabes, judeus, o diabo a sete os portugueses são únicos. Um povo velho, num país pequeno e pobre.
As nossas características físicas e psíquicas são específicas. Somos, maioritariamente, morenos, atarracados, mal prontos, barrigudos. As feições são grosseiras e expressam ignorância. Ao longo de centenas de anos mudámos? Um pouco. Somos mais altos… Psiquicamente, fatalistas, resignados, manhosos, servis. Baixamos a cabeça como cães rafeiros, para logo, sempre que possível, mostrarmos uma arrogância desmedida e, acima de todas estas coisas somos vaidosos, uma vaidade sem alicerces e por último invejosos, duplamente invejosos. Vivemos embebidos de inveja e “enveja” a última palavra com que Camões termina os Lusíadas.
Para bem dizer não temos tanto mas o que há é suculento. Quem inventou o sextante e sulcou mares nunca vistos por olhos humanos? Nós. Quem primeiro do que ninguém começou a fazer da terra uma aldeia global? Os portugueses. Quem pela primeira vez na história pôs no ar um artefacto (agora diz-se aircraft) - a passarola de Gusmão? Até inventámos a Via Verde…
Por curiosidade olhemos para a divisa que rege a Holanda, um país pequeno como o nosso mas rico. É curta e singela:
X PERSISTÊNCIA
X PACIÊNCIA
X PARCIMÓNIA
Nós somos persistentes nos nossos erros. Temos uma paciência infinita esperando que a providência resolva os nossos problemas mas sem nada fazermos por isso. Quanto à parcimónia poucos sabem o significado deste vocábulo.
A verdade deve ser dita. Ao longo da nossa história (salvo raras e curtas excepções sempre fomos mal governados) e desses desgovernos sofremos uma doença congénita: somos analfabetos. Para aqueles que pretendem seguir mais estudos as nossas Universidades não têm, propriamente, cinco estrelas. Será que não existem entre nós consciências ricas e prodigiosas? Claro que sim. Mas dessas cabeças privilegiadas muitas abandonam o país. País dos “efes”. Futebol. Fátima. Fado. E na actualidade Fome. É triste e tristes estamos para lá de inseguros, receosos e desorientados.
A nossa divisa agora, aquela que assentaria como uma luva grosseira, seria uma vergonha e apenas esta: APROVEITA AGORA QUE NINGUEM ESTA A VER! (e mesmo que alguém veja, pouco importa). As prisões estão a abarrotar. Mata-se, esfola-se, rouba-se e montam-se esquemas de corrupção proveitosa com o maior descaramento..
A nossa justiça é lenta como uma lesma. E as penas são curtas e leves. Uma justiça que sofre de uma virose política por estar exposta ao sopro das conveniências da ocasião. Riqueza limpa e segura, o nosso sol luminescente num céu de um azul magnífico.
Ah! Somos poetas! E de um deles ainda jovem, ouvimos este desabafo: ando desconsolado, sinto saudades de ter saudade...
Só nós.
RAPALADO
Gostei muito! E já sou segyidora.
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