… e, aconteça o que acontecer, portugueses seremos até ao fim. (Esta é a frase com que fechamos o nosso blog de 24 de Abril,
Afinal que portugueses somos nós neste malfadado ano de 2011?
A Revista SÁBADO da semana de 14 a 20 do mês passado publica várias páginas que são um verdadeiro manual de como e porquê vale a pena abandonar o país. Emigrar. Nada tem a ver com a emigração ocorrida nos anos sessenta quando as porteiras de Paris eram sobretudo portuguesas. Não, hoje aqueles que partem são portugueses na força da vida, num caudal imparável e diário.
Para já é uma realidade, somos o país da União Europeia com o mais baixo índice de natalidade. Dentro de breve tempo seremos menos e possivelmente piores.
As crianças de momento, exactamente por o serem, nada podem fazer. Os velhos são a maioria e, sem dúvida, muitos deles inaptos, diminuídos, alheados de tudo. Vulneráveis.
Na nossa população actual 25% sofre ou sofreu de distúrbios do foro psiquiátrico. Predominam as depressões. Estão estas pessoas na posse de toda a sua energia e vontade? Claro que não
O problema do álcool. Temos muitos bêbados. Bêbados dos Bares, bêbados das tabernas e uma juventude precocemente alcoolizada com os shots que bebe nas Discotecas .São em grande parte os responsáveis pelos desastres de trânsito, em número que ultrapassa o verosímil. São pessoas válidas? Não. Há que contar com os drogados. Os que roubam para se drogarem e estes fazem-no com drogas adulteradas que com o passar do tempo podem levar à esquizofrenia.
Ainda pior, temos os criminosos que estão presos e pior ainda os criminosos que deviam lá estar e não estão.
O rol é quase sem fim: os desempregados, a juventude com licenciaturas de três anos que na pratica de pouco lhes servem..Um grande número de prostitutas que se oferecem nas esquinas de muitas avenidas e as que se intitulam de acompanhantes de luxo. Se levantadas da cama a tempo em quem irão votar?
É bom não esquecer que as eleições são já no dia 5 de Junho!
E como deixar de lado o nosso atávico analfabetismo. São analfabetos profundos 9% dos portugueses e de todas as idades apesar da escolaridade obrigatória. Se quiserem dar-se ao trabalho de fazerem contas o resultado assusta. Para lá destes analfabetos que quando muito desenham o seu nome, temos aqueles a que chamamos os alfabetagamados. Têm o ensino mais básico com a finalidade única de obterem uma carta de condução. Estes iletrados perante uma frase que ultrapasse um sujeito, um predicado e um complemento directo, ficam completamente perdidos. São os «leitores» das parangonas dos jornais desportivos ou da Imprensa cor-de-rosa onde se limitam a olhar para as letras gordas e ver os bonecos como chamamos às imagens nos jornais.
Serão votantes, sem falha, os boys e as bóias (de sustentação) na esperança de continuarem a usufruir de todas as benesses a que estão afeitos.
Um período cheio: temos em Portugal, trabalhando para nós, a Troika, que deve estar boquiaberta com aquilo que vai encontrando.
No Domingo de Páscoa deixaram estes Senhores especados à porta do Ministério à espera de alguém que lhes abrisse a porta!
Enquanto a equipa da Troika trabalhava, os portuguesinhos foram alegremente fazer umas alargadas férias de Páscoa. (Uma vergonha). Como vergonha é este país pobre ter ao serviço do Estado 28.830 automóveis! Só?
Sem dúvida, um período pejado de acontecimentos importantes. Uma andorinha não faz a Primavera, nem um génio um país. Não queremos deixar de louvar o arquitecto Souto Moura pelo alto galardão por ele recebido e ainda pela modéstia demonstrada. Em relação ao prémio notável com que foi distinguido.
De louvar e bem dizer também o esforço da Igreja Católica e todas as outras Igrejas que dão de comer a quem tem fome.
Estamos geograficamente inseridos na Europa mas de europeus temos muito pouco...
Falta-nos instrução, educação, criatividade, perseverança, pontualidade, senhorio. Nem comer e beber sabemos, fazemo-lo como uns alarves.
Uma coisa é certa. Se vier uma ajuda monetária (em tranches) esta NÃO VAI RESOLVER OS NOSSOS PROBLEMAS ESTRUTURAIS, apenas amenizar o nosso deficit.
Censos 2011. Uma ferramenta útil ainda que defeituosa. Os portugueses são uns trafulhas e parecem tirar gozo dessa sua trafulhice infantil. Muito gostaríamos de conhecer o QI (quociente de inteligência) do nosso povo por temermos que seja muito baixo. Por burros que sejamos desejamos que venha uma luz vinda do mais fundo da alma, ainda que empiricamente, para nos dar bom senso. Votem, por favor, se não o fizerem teremos mais do mesmo. Amargura.
Entre o PS e o PSD venha o Diabo e escolha, não há mais hipóteses senão amarrar um partido ao outro com precintas de aço, uma diabólica tortura, coisas do Demo.
Nós, sonhando, escolheríamos um D. João II.
RAPALADO
Sem comentários:
Enviar um comentário