domingo, 19 de junho de 2011

O MUNDO ESTÁ DOENTE


É corrente dizer-se e escrever-se que o Mundo está louco. Louco sempre o foi mas agora está doente.
Para lá das suas doenças congénitas com que a Natureza se afirma Senhora absoluta do seu Reino sofre de outros males graves.

Foi com grande satisfação que constatamos que milhares de manifestantes. nas ruas de Paris, se mostraram contra a energia nuclear. Mais concreta e decidida se expressou a Alemanha ao aprovar os Decretos - Lei que fecharão todas as suas Centrais Nucleares até 2022.

Temos, por precaução, guardadas no pólo Norte toda a espécie de sementes. Alimentar os seres vivos que existem na Terra e no Mar deixou de ser uma função que se processava naturalmente.

De momento estamos a braços com a bactéria (mutante) do E. coli e no futuro tememos a contaminação da água. Só mesmo uma humanidade louca continua a viver, alheada e inconsciente, a lado a lado com tais desaires buscando satisfazer-se no imediato.

Como já não bastasse o que se passa neste grão de pó do Universo, ainda conspurcamos o espaço. É imenso o lixo que voa rodando sobre as nossas cabeças, é monumental o lixo tóxico nos Oceanos.

Tudo parece mostrar-nos que a fúria de se conseguir o impensável nos está a dizer que é preciso um retrocesso ao que de positivo vamos abandonando e substituindo por novo.

Estamos a chegar ao ponto em que nos perguntamos: O que é são para se comer?

Os portugueses que revolucionaram com a sua grandiosa diáspora deram à Europa o que ela nunca tinha tido. Uma diversidade de alimentos trazidos do Oriente e do Novo Mundo e assim tornou-se viável deixar de ter apenas como alimentos básicos, o pão, as couves e a caça. As batatas só se tornaram um alimento comum depois de ardilosamente serem introduzidas em França, por Luís XVl. Mandou plantá-las e o seu cultivo ferozmente vigiado. O povo pensou que se o Rei tem isto tão guardado é porque é muito bom e com a complacência ordenada aos Guardas, as plantas foram sendo roubadas. Eis-nos chegados ao celebre quadro de Vicent van Gogh – Os Comedores de Batatas. Uma forma simples de encher a barriga aos pobres.

Hoje não se comem mais bananas à sombra da bananeira, é viável degustar uma manga, ao calor da lareira, uma pescada do Cabo à beira do Tejo, ou  um camarão de Moçambique grelhado num micro-ondas com o Mar Báltico por pano de fundo.

Temos de tudo temperado com dioxinas, pesticidas, conservantes, glutamatos, e sabe-se lá mais o quê. Também não nos falta comida super congelada dos quatro cantos do mundo e esta em coma profundo. A hiper-diversidade afinal é um Pandemónio.

Bom, o chocolate talvez esteja limpo! Cuidado tem como emulsionante lecitina de SOJA !

Por favor, não nos comam vivos. Estamos todos cheios de tudo isto.

RAPALADO

domingo, 5 de junho de 2011

Uma Odisseia

É inacreditável como este país aguentou durante mais de seis anos um José Pinto de Sousa (vulgo Sócrates) à frente do governo. O seu historial é bem conhecido e pouco recomendável. Quem o trouxe para o palco da política foi Guterres. Foi buscar um provinciano e outros quejandos (Vara, Penedos etc. etc.) que caíram num mundo nunca dantes por eles visto e deslumbraram-se.

Alguém uma vez nos disse: eu bebo o vinho mas o vinho não me bebe. Não foi o caso daquele que por um acidente democrático chegou a primeiro-ministro. Embebedou-se com o poder e esse mesmo poder bebeu-o. Acabou! Uma figura fora do vulgar pela negativa. Um velho malabarista com truques que já não pegam. Pinto Balsemão dixi. A Poul Thomsen do FMI fez perder a cabeça a ponto de o fazer afirmar: o tipo é mesmo intratável ! E nós acrescentamos um megalómano e um mentiroso compulsivo. Abusou do poder que teve nas mãos e criou uma cáfila de apoiantes pagos generosamente com toda a espécie de favores. Nas últimas semanas, a toda a brida, fez mais de 70 nomeações que incluem assessores de assessores…Não nos parece necessário enumerar uma serie imensa de malabarismos de que se foi servindo.

É possível imaginar como se sentirá exausto por estar a empurrar um arcão cheio a abarrotar das suas manigâncias pelos corredores do poder que agora se vê obrigado a abandonar. Deixou para trás, caído no chão, o caso Free Port. Prescreveu. Será uma metáfora mas faz uma rápida e incompleta caricatura da sua forma de actuar. Sobre a tampa da grande arca talvez lá esteja um alguidar de lacraus numa tentativa de dissuadir a sua abertura.

Os portugueses estão de castigo mas quem deveria ser duramente punido seria o ex-primeiro-ministro. Chega!

Pedro Passos Coelho surge limpo, virgem, jamais percorreu os sinistros corredores do poder. Passos será obrigado a passar por eles com passos muito cautelosos. Sentimos que está de peito feito para as dificuldades que o esperam.

Portugal, se tiver bom senso apoiará o novo governo e cada português fará o que estiver ao seu alcance para não acabarmos sendo apenas uma língua espalhada pelo Mundo

A vida no nosso país será dura, sem dúvida, mas frente a uma odisseia desta envergadura há que ter o espírito limpo para começar de novo Contamos com a juventude válida e empreendedora sentido que tudo vale a pena por um Portugal que queremos conservar como nosso. Honesto, seguro e justo.

RAPALADO.