É corrente dizer-se e escrever-se que o Mundo está louco. Louco sempre o foi mas agora está doente.
Para lá das suas doenças congénitas com que a Natureza se afirma Senhora absoluta do seu Reino sofre de outros males graves.
Foi com grande satisfação que constatamos que milhares de manifestantes. nas ruas de Paris, se mostraram contra a energia nuclear. Mais concreta e decidida se expressou a Alemanha ao aprovar os Decretos - Lei que fecharão todas as suas Centrais Nucleares até 2022.
Temos, por precaução, guardadas no pólo Norte toda a espécie de sementes. Alimentar os seres vivos que existem na Terra e no Mar deixou de ser uma função que se processava naturalmente.
De momento estamos a braços com a bactéria (mutante) do E. coli e no futuro tememos a contaminação da água. Só mesmo uma humanidade louca continua a viver, alheada e inconsciente, a lado a lado com tais desaires buscando satisfazer-se no imediato.
Como já não bastasse o que se passa neste grão de pó do Universo, ainda conspurcamos o espaço. É imenso o lixo que voa rodando sobre as nossas cabeças, é monumental o lixo tóxico nos Oceanos.
Tudo parece mostrar-nos que a fúria de se conseguir o impensável nos está a dizer que é preciso um retrocesso ao que de positivo vamos abandonando e substituindo por novo.
Estamos a chegar ao ponto em que nos perguntamos: O que é são para se comer?
Os portugueses que revolucionaram com a sua grandiosa diáspora deram à Europa o que ela nunca tinha tido. Uma diversidade de alimentos trazidos do Oriente e do Novo Mundo e assim tornou-se viável deixar de ter apenas como alimentos básicos, o pão, as couves e a caça. As batatas só se tornaram um alimento comum depois de ardilosamente serem introduzidas em França, por Luís XVl. Mandou plantá-las e o seu cultivo ferozmente vigiado. O povo pensou que se o Rei tem isto tão guardado é porque é muito bom e com a complacência ordenada aos Guardas, as plantas foram sendo roubadas. Eis-nos chegados ao celebre quadro de Vicent van Gogh – Os Comedores de Batatas. Uma forma simples de encher a barriga aos pobres.
Hoje não se comem mais bananas à sombra da bananeira, é viável degustar uma manga, ao calor da lareira, uma pescada do Cabo à beira do Tejo, ou um camarão de Moçambique grelhado num micro-ondas com o Mar Báltico por pano de fundo.
Temos de tudo temperado com dioxinas, pesticidas, conservantes, glutamatos, e sabe-se lá mais o quê. Também não nos falta comida super congelada dos quatro cantos do mundo e esta em coma profundo. A hiper-diversidade afinal é um Pandemónio.
Bom, o chocolate talvez esteja limpo! Cuidado tem como emulsionante lecitina de SOJA !
Por favor, não nos comam vivos. Estamos todos cheios de tudo isto.
RAPALADO