Alguém uma vez nos disse: eu bebo o vinho mas o vinho não me bebe. Não foi o caso daquele que por um acidente democrático chegou a primeiro-ministro. Embebedou-se com o poder e esse mesmo poder bebeu-o. Acabou! Uma figura fora do vulgar pela negativa. Um velho malabarista com truques que já não pegam. Pinto Balsemão dixi. A Poul Thomsen do FMI fez perder a cabeça a ponto de o fazer afirmar: o tipo é mesmo intratável ! E nós acrescentamos um megalómano e um mentiroso compulsivo. Abusou do poder que teve nas mãos e criou uma cáfila de apoiantes pagos generosamente com toda a espécie de favores. Nas últimas semanas, a toda a brida, fez mais de 70 nomeações que incluem assessores de assessores…Não nos parece necessário enumerar uma serie imensa de malabarismos de que se foi servindo.
É possível imaginar como se sentirá exausto por estar a empurrar um arcão cheio a abarrotar das suas manigâncias pelos corredores do poder que agora se vê obrigado a abandonar. Deixou para trás, caído no chão, o caso Free Port. Prescreveu. Será uma metáfora mas faz uma rápida e incompleta caricatura da sua forma de actuar. Sobre a tampa da grande arca talvez lá esteja um alguidar de lacraus numa tentativa de dissuadir a sua abertura.
Os portugueses estão de castigo mas quem deveria ser duramente punido seria o ex-primeiro-ministro. Chega!
Pedro Passos Coelho surge limpo, virgem, jamais percorreu os sinistros corredores do poder. Passos será obrigado a passar por eles com passos muito cautelosos. Sentimos que está de peito feito para as dificuldades que o esperam.
Portugal, se tiver bom senso apoiará o novo governo e cada português fará o que estiver ao seu alcance para não acabarmos sendo apenas uma língua espalhada pelo Mundo
A vida no nosso país será dura, sem dúvida, mas frente a uma odisseia desta envergadura há que ter o espírito limpo para começar de novo Contamos com a juventude válida e empreendedora sentido que tudo vale a pena por um Portugal que queremos conservar como nosso. Honesto, seguro e justo.
RAPALADO.
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