domingo, 31 de julho de 2011

PAGAR É PRECISO

Temos uma enorme divida e é preciso pagá-la. A crise existe e teve o seu embrião com a fraude (2009) protagonizada por Bernard Madoff, judeu (pronuncia-se Merdof) e cifrou-se em 5 biliões de dólares. A Portugal esta fraude custou 96 milhões de euros, e a Madoff 150 anos de cadeia, o máximo permitido nos EUA, Na actualidade há uma crise persistente que abarca muitos países. Se somarmos esta situação aos nossos desgovernos recentes leva-nos ao ponto em que nos encontramos. Pagar a divida é tão necessário como seguir em frente, pouco a pouco, passo atrás de passo até a uma normalidade.

Confiamos na honestidade deste nosso novo Governo, nos seus correctos procedimentos e esperamos que uma vez por todas se demonstre como certos indivíduos são indignos para servir Portugal.

Claro que é para nos enraivecer a impunidade onde se abrigam os corruptos que se encheram indevidamente de dinheiros públicos e a viverem nadando em grandes fortunas feitas a um ritmo surpreendente.

A raiva também existe por os impostos recaírem sobre aqueles que trabalham e que não praticaram falta alguma.

Os Estados sempre sobrecarregaram os trabalhadores e a regra vem de muito longe. Vamos ao passado até o século XVll para analisar como um Estadista de então, Cardeal, italiano, coleccionador de brilhantes – os celebres brilhantes Mazarino - que aliás deixou em herança ao Rei Luiz XlV exactamente aquele que afirmava: O Estado sou eu. Mazarino teve nas suas mãos o Reino de França. Ministro de Estado e da Economia, Colbert em apuros com falta de dinheiro pediu auxilio ao Cardeal que o esclareceu dizendo-lhe a quem se devem cobrar os impostos. Reproduzimos de forma abreviada o pensamento de Mazarino:

Qualquer pessoa cheia de dívidas vai parar à prisão. No caso do Estado tal medida é impraticável mas nem por isso deixará de se endividar. Ora para colmatar tal circunstância, cria impostos. Quando se torna impossível sobrecarregar os pobres com mais impostos, há que aplicá-los sobre aqueles que trabalham, é ao dinheiro destes que vamos buscar aquele que nos falta. Eles são uma fonte inesgotável. Uns trabalham na ilusão de um dia serem ricos, outros fazem-no para não serem pobres. Se aplicarmos altas cargas fiscais aos ricos estes deixam de gastar e não gastando, cada um deles não mais ajudará uma centena de pobres a viver

È certo que as coisas hoje em dia são um tanto diferentes. Temos Partidos, impostos directos e indirectos, Segurança Social, vendo bem um Estado paternalista. Os Estados paternalistas passam um atestado de incompetência e pobreza aos seus súbitos. O ideal é um Estado   pobre  com  uma  população rica o que não é de todo o nosso caso.

De repente, a União Europeia parece ter caído em si ou até apanhado um susto ao entender que afinal precisa dos seus países da periferia ainda que desfalcados. Dois dias antes da Cimeira Extraordinária da qual se esperava o pior e um impasse veio uma brisa favorável que não varre a nossa divida mas baixa os juros e alonga o prazo para o seu pagamento. Um golpe de sorte. É evidente que a austeridade com a qual temos de viver, por longos anos, será o nosso pão duro de cada dia. Sorte? Sim e assim por que razão o Estado não gasta meia dúzia de euros habilitando-se ao euro-milhões. Quem sabe se a dita não nos viria bater à porta. Sempre seria mais uma pequena ajuda.

RAPALADO

domingo, 17 de julho de 2011

AGORA

Deitamo-nos com um Mundo e acordamos noutro. Ao chegarmos ao estado de vigília estamos num pesadelo. Olhamos para o nosso umbigo e somos um LIXO. Rodeiam-nos convulsões sobre convulsões, na Líbia, Egipto, Síria, Facha de Gaza, Marrocos. O  fecho definitivo do Jornal News of the World, em Inglaterra (Murdoch), a Itália à beira do abismo e arrastando a Espanha, no Médio Oriente, um «cancro».

As Agencias de rating norte-americanas, no nosso caso concreto a Moody’s, parece terem um acordo secreto, usando seja qual for o meio, para destabilizar e ameaçar a União Europeia e nós, pequenos e insignificantes, escolhidos para pico da ponta de lança com que foi dada a estocada.

Mo Mundo de hoje, por estranho que se nos apresente o Poder não está nas mãos dos governantes mas instalado nos mercados financeiros e como são irrequietos andamos perdidos num mar imenso chamado Globalização, ou Mundialização e aí ninguém fora deles tem poder (perene e duradouro) para se impor. As Agências de rating como furões de focinho aguçado andam espalhadas mundo fora à procura de quem precise de dinheiro mas tenha fundos para pagar os juros devidos pelo empréstimo. E quem tem dinheiro a sério no mundo ocidental são os mesmos de sempre.

Andamos assustados. E temos mesmo medo da poluição, das culturas transgénicas. do nuclear,  de uma infinidade de coisas com consequências imprevisíveis e até de não sermos imortais… 

Já chamaram a esta prepotência, que nos indignou mas também a Europa, guerra do dólar contra o Euro.

Foi na cabeça de Paul Henri Spaak (l899-l972) primeiro-ministro belga e primeiro Presidente do  Parlamento  Europeu  que  nasceu  a ideia dos Estados Unidos da Europa. Entretanto passou mais de meio século. Não somos um potentado Europeu mas tão só uma união, a União Europeia Temos uma moeda única de valor superior ao dólar, uma população que ultrapassa a dos Estados Unidos, onde 40% é de origem hispânica, vivemos de portas escancaradas, falamos tantas línguas quantos os países que nos constituem e muitos problemas.

A América (EUA) entrou em recessão e tem uma divida externa avultadíssima. Apesar de tais circunstâncias continua a ser o país numero um, por enquanto. O dólar deixou de ser a moeda padrão em todo o Mundo? A China está a abarrotar de chineses e de dólares.

No Oriente tanto a China como a Índia, uma com uma economia mista (comunismo-capitalismo) e a outra a maior democracia do Mundo são hoje verdadeiros potentados quer sob o ponto de vista económico como tecnológico Prevê-se que a Índia ultrapasse a China em número de habitantes. O Governo indiano decidiu, oferecer a cada homem que de livre vontade se esterilizar, um automóvel, de certo made in Índia.
Estamos a referirmo-nos a densidades populacionais ultra  extraordinárias.

Das duas uma, ou a União Europeia se desmembra ou se transforma num país pátria de todos os europeus. Um Presidente (ou uma centúria de génios que a governe) uma língua oficial única, as existentes para guardarem património cultural e para serem faladas  em  casa, A língua  é a nossa Pátria como nos ensinou o Poeta.
Uma moeda única não basta.

Estamos na Europa, somos Europa, mas para já que Europa?

RAPALADO

domingo, 3 de julho de 2011

JUVENTUDE É INOVAÇÃO

Temos um Governo novo em toda a abrangência da palavra. Há muito tempo que vínhamos pedindo aos Deuses para colocarem Portugal nas mãos da nossa melhor juventude. E eles ouviram-nos. Sussurrantes também lhes pedimos para não sentarem Fernando Nobre na cadeira da Presidência da Republica. E eles ouviram-nos.

Congratulamos o novo primeiro-ministro pela equipa escolhida, toda ela com currículos notáveis. De qualquer forma será conveniente vacinarem-se (todos) contra a freguesia que sempre se perfila à babugem do poder e mais importante fazer a vacina contra o vírus próprio desse mesmo poder, altamente virulento. Avaliamos o trabalho ciclópico que todos têm à sua frente e admiramos a coragem com que se apresentam para o executar. Limpar, limpar o País dos corruptos, desmoronar os abusos perpetrados com a sonegação dos dinheiros públicos. Um trabalho árduo e prévio ainda que simultâneo com a funcionalidade da governação propriamente dita.

Para a maioria dos portugueses a juventude que já nos está a governar inovando é desconhecida.

Não é o caso de Paulo Portas. Portas, conseguiu realizar o seu sonho, ser o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Deve sentir-se feliz como peixe na água. Tem perspicácia e nascimento para almofadar a sua nova função. Guardará como recuerdo o título que o povo lhe deu – o Paulinho das feiras. A sua feira agora é do tamanho do Mundo e Portugal, nele desprestigiado, precisa de recuperar o seu estatuto de honrado, perdido. O senhor Ministro tem, apesar de tudo, uma pasta morna quando comparada com a das Finanças, a da Economia ou a da Justiça, essas são escaldantes

O primeiro percalço do novo primeiro-ministro foi o de ter querido honrar a sua palavra propondo o Dr. Fernando Nobre para a Presidência da Republica, o incidente foi resolvido em 24 horas e em beleza. De positivo queremos mencionar o facto de Passos Coelho ter abdicado da reforma a que tinha direito depois de ter terminado a sua vida como deputado parlamentar.

VIVAM AS MULHERES
Os Deuses para lá de ouvirem os nossos pedidos ainda nos deram um bónus valioso. Três mulheres (bonitas, sempre ajuda) de prestígio. Quem conhece Assunção Esteves, actual Presidente da Assembleia Constituinte, diz-nos ser superiormente inteligente e de uma delicadeza a toda a prova.
As mulheres têm vantagens sobre os homens. São detalhistas, capazes de simultaneamente se focarem em mais de um tema, e por norma organizadas e precavidas.

O Verão abriu o seu leque de três varetas e de momento os socialistas procuram eleger o novo Presidente do Partido. Com os dias quentes, e as férias é provável que o PS se enrosque como um gato sonolento e procure uma sombra aprazível, mas lá para o fim de Setembro quando o Verão fechar o seu leque e o Pais cair na dura austeridade que o espera, então os socialistas afiarão as suas garras, as mesmas com que assinaram o acordo com a Troika…

Nas últimas manifestações pede-se uma Democracia Verdadeira. A Constituição que nos rege terá de ser revista (veste-me devagar que tenho pressa) o tempo passou e a nossa Lei Fundamental envelheceu e de velho a maioria dos portugueses não quer mais nada.

FACE OCULTA
Quem mandou suprimir os recortes das conversas Sócrates-Vara? Deixaram espaços vazios por donde se espreita para o nada!

Por último uma nota anedótica. José Sócrates vai, ou já foi, para Paris estudar Filosofia! Por inveja da nova juventude que o substitui? Serão estes os dias felizes que anunciou que o esperavam? Vai aprender francês, burro velho não aprende línguas. Cremos ser um hiato para dar um salto maior à medida da sua vaidade e ambição. Certo, certo uma escalada para o imprevisível. Esperamos que não volte.

RAPALADO