Temos uma enorme divida e é preciso pagá-la. A crise existe e teve o seu embrião com a fraude (2009) protagonizada por Bernard Madoff, judeu (pronuncia-se Merdof) e cifrou-se em 5 biliões de dólares. A Portugal esta fraude custou 96 milhões de euros, e a Madoff 150 anos de cadeia, o máximo permitido nos EUA, Na actualidade há uma crise persistente que abarca muitos países. Se somarmos esta situação aos nossos desgovernos recentes leva-nos ao ponto em que nos encontramos. Pagar a divida é tão necessário como seguir em frente, pouco a pouco, passo atrás de passo até a uma normalidade.
Confiamos na honestidade deste nosso novo Governo, nos seus correctos procedimentos e esperamos que uma vez por todas se demonstre como certos indivíduos são indignos para servir Portugal.
Claro que é para nos enraivecer a impunidade onde se abrigam os corruptos que se encheram indevidamente de dinheiros públicos e a viverem nadando em grandes fortunas feitas a um ritmo surpreendente.
A raiva também existe por os impostos recaírem sobre aqueles que trabalham e que não praticaram falta alguma.
Os Estados sempre sobrecarregaram os trabalhadores e a regra vem de muito longe. Vamos ao passado até o século XVll para analisar como um Estadista de então, Cardeal, italiano, coleccionador de brilhantes – os celebres brilhantes Mazarino - que aliás deixou em herança ao Rei Luiz XlV exactamente aquele que afirmava: O Estado sou eu. Mazarino teve nas suas mãos o Reino de França. Ministro de Estado e da Economia, Colbert em apuros com falta de dinheiro pediu auxilio ao Cardeal que o esclareceu dizendo-lhe a quem se devem cobrar os impostos. Reproduzimos de forma abreviada o pensamento de Mazarino:
Qualquer pessoa cheia de dívidas vai parar à prisão. No caso do Estado tal medida é impraticável mas nem por isso deixará de se endividar. Ora para colmatar tal circunstância, cria impostos. Quando se torna impossível sobrecarregar os pobres com mais impostos, há que aplicá-los sobre aqueles que trabalham, é ao dinheiro destes que vamos buscar aquele que nos falta. Eles são uma fonte inesgotável. Uns trabalham na ilusão de um dia serem ricos, outros fazem-no para não serem pobres. Se aplicarmos altas cargas fiscais aos ricos estes deixam de gastar e não gastando, cada um deles não mais ajudará uma centena de pobres a viver
È certo que as coisas hoje em dia são um tanto diferentes. Temos Partidos, impostos directos e indirectos, Segurança Social, vendo bem um Estado paternalista. Os Estados paternalistas passam um atestado de incompetência e pobreza aos seus súbitos. O ideal é um Estado pobre com uma população rica o que não é de todo o nosso caso.
De repente, a União Europeia parece ter caído em si ou até apanhado um susto ao entender que afinal precisa dos seus países da periferia ainda que desfalcados. Dois dias antes da Cimeira Extraordinária da qual se esperava o pior e um impasse veio uma brisa favorável que não varre a nossa divida mas baixa os juros e alonga o prazo para o seu pagamento. Um golpe de sorte. É evidente que a austeridade com a qual temos de viver, por longos anos, será o nosso pão duro de cada dia. Sorte? Sim e assim por que razão o Estado não gasta meia dúzia de euros habilitando-se ao euro-milhões. Quem sabe se a dita não nos viria bater à porta. Sempre seria mais uma pequena ajuda.
RAPALADO
Sem comentários:
Enviar um comentário