domingo, 23 de outubro de 2011

INDIGNAÇÃO

Sem vos abandonar fomos espreitar o sul da Europa e ao voltarmos demos, também aqui, de cara com os indignados. Em Roma estavam mais do que violentos, de resto reinava a calma. Esta indignação generalizou-se. O âmago deste descontentamento está na globalização, nas multinacionais e no Tigre que entretanto acordou. O perigo amarelo está aí.
Não há ninguém neste mundo indignado que não traga sobre si ou não use algo Made in China. O desemprego nasce deste contexto.

O passado é um lugar no tempo muito estranho. Jamais se pode lá voltar e assim nada do que lá ficou é passível de ser eliminado ou modificado.

O passado do ex-primeiro ministro é o que foi e ponto final. Será que Sócrates consegue ingressar na Sorbonne não dominando de todo o francês e com um curriculum académico que deixa muito a desejar? Sem dominar sequer um mau françiu e com um curso de engenharia mal amanhado, as hipóteses de conseguir uma nova formatura são negativas.

Quanto à Lei que incrimina o enriquecimento ilícito, venha ela. O I inicial desta palavra que tanto indigna os socialistas, que em lógica torna o ilícito em lícito, leva a pensar que para os socialistas enriquecer (roubando, manipulando) é um procedimento sem mácula e nem sequer belisca a nossa Lei Fundamental…Será que esperam voltar ao Poder com esta porta aberta para novos lícitos enriquecimentos?
Enriquecer de forma criminosa tem de ser severamente punido, ou então em que Estado de Direito estamos nós, de faz de conta?

O Poder, ter Poder, estar no Poder, dá uma imunidade inaceitável e o mais triste é que quem lá está, na generalidade, não são os inteligentes, nem os desempacotados mentais, mas sim os medíocres com uma esperteza que os torna exímios oportunistas.

Aqueles que nos governaram ultimamente devem ser investigados e punidos. E como há que começar por algum lado porque não começar pelo fim. Pelo rabo i.e. pelo último primeiro-ministro. Sócrates tem muito para explicar por exemplo como de Zézito da Covilhã se chega a ser dono de uma fortuna de quase 400 milhões de euros devidamente e cautelosamente abrigados em paraísos fiscais tais como Gibraltar, Ilhas Caimão etc. Fortuna que lhe permite viver em Paris. E sabem onde? Nem mais nem menos do que na Place des Voges, o local mais caro, sofisticado e elegante. Tem como vizinho (de Praça) Strauss Khan cuja fortuna somada à da mulher os torna paupérrimos…

O Mundo sempre viveu de convulsão em convulsão. Nunca esperamos viver o suficiente para participarmos em tal caos. Vai ser preciso começar tudo de novo tal como depois de uma guerra mundial. Será uma metáfora mas cada um de nós terá de plantar a sua couve, vê-la crescer e ter o direito de a comer em paz.

RAPALADO

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