Conhecemos uma Senhora a quem a vida já deu 80 anos, vida cheia de desaires. Um casamento, duas filhas, um neto atrasado mental, um filho que morreu muito novo com Sida, um divorcio, um segundo amor tardio que se suicidou no próprio tálamo dessa ligação amorosa, várias operações, enfim um exagero de dores que apesar de tudo não lhe roubaram o estoicismo com que arrostou tanta infelicidade. Talvez por tudo isto a política jamais fez parte do seu mundo de preocupações. No entanto, quando Passos Coelho foi eleito primeiro-ministro, num desabafo enternecido exclamou:
Ele é lindo. linndu…
Não é o fato de ser lindo ou não que importa. Nas circunstâncias políticas actuais, o que se pede é um primeiro-ministro com características que Passos Coelho tem: coragem, correcção, determinação, qualidades que se encontram nos restantes membros do seu Governo feito com elementos à sua imagem e semelhança.
Não é possível governar um país sem políticos e governar agora num espaço de tempo compartimentado é um trabalho ciclópico pois, simultaneamente, há que limpar os desvairos de toda a ordem deixados pelos Governos anteriores. Todavia seria fundamental, pensar no futuro como já sugerimos em blog anterior (Passos a Dar) criar uma Universidade de Ciências Politicas tão exigente como a de Medicina, para formar políticos profissionais.
É que há muito quem vá para a política com a finalidade única de ter um lugar bem renumerado, uma reforma dourada ao fim de apenas 8 anos (caso dos deputados) e espaço onde se abram portas para muita actividade monetariamente proveitosa Que beleza poder dizer tenho um carro azul-escuro claro (metalizado) debruado a prateado…
Governar é prever e pedir que se pense nesse futuro onde políticos só quando profissionais, seria um passo histórico que marcaria para sempre de maneira positiva a vida deste país. À política chega gente de toda a espécie, aos trambolhões, e os resultados não são os melhores.
Na actualidade, dentro da União Europeia governar não é tarefa fácil para ninguém. Para o nosso Governo é quase um sufoco diário e ainda por cima sobrecarregado com o Partido Socialista a reboque. As outras oposições soltam palavras incongruentes com a realidade em que estamos a viver, apenas para dizerem estamos aqui e merecemos a cadeira em que nos sentamos na Assembleia da Republica. Não é por essas oposições minoritárias que alguma coisa se alterará.
Voltamos a citar a frase de Margareth Tatcher «quando acaba o dinheiro dos outros, o socialismo também acaba». O dinheiro acabou e o nosso socialismo está num estado de desmaio.
Os Cabo-verdianos tem uma maneira de classificar o feio ou bonito, muito curiosa, ou seja, alguém pode ser bonito devagar, outro será feio devagar Querem com esta maneira de se expressar dizer que quanto mais tempo se olhar para o bonito mais bonito se acha, quanto mais tempo se olhar para o feio mais feio o veremos. É por exemplo o caso de Ferro Rodrigues que apadrinhou o ilibado no sujo e emblemático caso de pedofilia. O processo prescreve em 2013. Libidinosos, velhos, feios devagar.
RAPALADO
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