domingo, 18 de dezembro de 2011

NATAL

Num dia há muito, muito tempo celebrou-se pela primeira vez o dia de Natal.
Foi há dezassete séculos.

Os Romanos festejavam o Solstício de Inverno entre dezassete e vinte e dois de Dezembro com alegria, talvez com algum desbragamento e trocavam presentes entre si. As Igrejas Católicas do Ocidente apropriaram-se deste espírito afeito às celebrações festivas em uso e iniciaram a comemoração do Natal na mesma altura do ano, estávamos no século IV. A seu tempo as Igrejas do Oriente fizeram o mesmo mas só a partir do século V.

Afinal que celebramos nós no dia de Natal, simplesmente o nascimento de Cristo.


Hoje, apenas a uns passos de mais um dia de 25 de Dezembro de 2011 do século XXI continuamos a viver sob a era de Cristo. Cristo um ser incontornável (humano) sobre o qual tanto e tanto se escreveu foi um homem modesto, pobre e pelos caminhos que percorreu descalço e as palavras que proferiu alterou por completo a maneira de encarar a vida modificando a mentalidade de meio Mundo, e tal como nos diz o Poeta nem sequer tinha Biblioteca. CRISTO uma figura única que morre tão novo, com apenas 33 anos de idade.

Não foi só a sua crucificação, pena habitual para os condenados da época, o seu grande sofrimento ou o calvário, a traição. Por certo a complexidade de ter por epíteto ser filho de Deus, terá  feito  Cristo  padecer de um sofrimento psíquico, para  lá  do que humanamente é possível conceber, muito superior a qualquer outro de ordem física.

O Natal persiste depois de ter percorrido mil licitudes ao longo de séculos sobre séculos, ora modesto, recolhido, devoto e familiar, ora nos nossos dias que sacrilegamente se transformou num quase carnaval consumista em completo divórcio do seu verdadeiro sentido.
Cada país tem os seus ritos, os seus adornos, os seus costumes.

O Natal é festa que maior importância tem para uma criança e, como criança que é enternece-se com o Cristo quando ainda Menino Jesus e rejubila com os presentes que lhe traz. Casualmente, exactamente nesta época do ano assistimos a uma cena comovente. Um menino ao entrar na Igreja e tendo à frente dos seus olhos a imagem de um Cristo em tamanho natural como nunca teria visto antes, crucificado, ferido, sangrando, numa palavra uma figura de tal realismo que a criança gritou lavada em lágrimas:
«Chamem uma ambulância para o levar para o hospital! Depressa». Os sentimentos das crianças são espontâneos, concretos, puros.

Nós adultos, não nos debruçamos quanto necessário sobre o tesouro que é uma criança.

As palavras NATAL e CRIANÇA são sinónimas. Não é ela um ser puro acabado de chegar a um Mundo desconhecido…

Para todos os nossos desejos de umas Festas Felizes.

RAPALADO


domingo, 4 de dezembro de 2011

UM SACO CHEIO

Vamos todos arrastando um saco cheio, tão cheio que será impossível enumerar tudo o vai lá por dentro. Para já no fundo guarda uma crise pesadíssima. Sobre ela estão os investidores. Por mais que perguntemos quem são ninguém nos dá uma resposta convincente e concreta. Em princípio um investidor monta uma empresa, uma fábrica (cria emprego) e espera a seu tempo o retorno do dinheiro investido. Também são investidores aqueles que abrem a bolsa, mas apenas pretendem receber os juros do empréstimo. Para nós estes pseudo-investidores são agiotas. Pede-se que tratemos estes senhores incógnitos, através de quem os representa, com luvas de renda.

Sobre esta camada compacta está uma dura austeridade. Depois há uma miscelânea caótica onde ninguém se entende nem sabe que rumo tomar. Os japoneses são excepção. Feridos no seu âmago pelo recente desastre nuclear, mesmo assim, a sua economia subiu 1,5%. De acordo com a época natalícia que se aproxima construíram uma bela árvore de Natal toda em ouro. Explicam-se dizendo que num Mundo onde nada vale nada, o ouro é um símbolo, talvez ainda o único com valor credível.

Os alemães trabalham com o mesmo afinco do que os japoneses. Pragmáticos, económicos como sempre. Irão enfeitar as suas árvores de Natal com bolachas, pequenas maçãs vermelhas e quando muito alguma guloseima, uma tradição antiga. Nada de supérfluo, tudo comestível.

Ganhar dinheiro fácil só o conseguem as “meninas” que se despem e exibem essa nudez em fotografia nos jornais e outra imprensa. Também rende aparecer em alguns eventos.

Com uma magreza extrema, a provável futura Rainha de Espanha sofre, ao que se escreve, de anorexia. Seja, mas para lá disto, Letícia, pouco Felícia, parece acima de tudo estafada de fazer há sete anos trabalho de Princesa. Para quem não é nascida e educada para tal, este duro encargo é um realíssimo frete.

Fizemos a melhor telenovela. Prémio Emmy. O Fado, a nossa sina, é agora de todo o Mundo. Galardões por obras imateriais, mas de material e substantivo vamos fazendo algo que sabe a pouco.

Feliz está Sílvio Berlusconi, Até canta! Acaba de editar mais um CD. Feliz, a Duquesa de Alba, apesar de no início da sua lua-de-mel ter partido o púbis (muito pouco conveniente). Diz-se que o marido é o primeiro espanhol a escapar da crise. Caetana tem 85 anos e uma das maiores fortunas de Espanha.

No meio de todo este amontoado em total desarrumação estamos nós, um pacotinho de lixo para na melhor das hipóteses ser reciclado.

Os espanhóis mandaram Zapatero, sapatear. O PP (Partido Popular) não tem uma varinha mágica e sem ela não modificará grandemente a situação vigente mas mal por mal antes o PP do que sapateado.

Os gregos continuam a ver-se gregos. Os egípcios em constantes contestações não acertam na forma como querem ser governados. São muçulmanos e ponto e vírgula. O período eleitoral vai arrastar-se por 4 meses.

Os russos reabriram restaurado o Teatro Bolchoi com pompa e circunstância. Putin entretanto enviou uma esquadra para proteger as costas da Síria.

Até a Bella Itália tão criativa estende a mão à espera de 600 mil milhões de euros para se salvar… Se não conseguir sair do atoleiro dentro de semanas ADEUS EURO.

Fazemos votos fervorosos para que o peso bruto que se encontra no fundo do saco de tanto ser arrastado se rompa e a crise (nem sabemos como lhe chamar) se vá perdendo pelos caminhos que teremos para percorrer

ASSIM SEJA

RAPALADO