Num dia há muito, muito tempo celebrou-se pela primeira vez o dia de Natal.
Foi há dezassete séculos.
Os Romanos festejavam o Solstício de Inverno entre dezassete e vinte e dois de Dezembro com alegria, talvez com algum desbragamento e trocavam presentes entre si. As Igrejas Católicas do Ocidente apropriaram-se deste espírito afeito às celebrações festivas em uso e iniciaram a comemoração do Natal na mesma altura do ano, estávamos no século IV. A seu tempo as Igrejas do Oriente fizeram o mesmo mas só a partir do século V.
Afinal que celebramos nós no dia de Natal, simplesmente o nascimento de Cristo.
Hoje, apenas a uns passos de mais um dia de 25 de Dezembro de 2011 do século XXI continuamos a viver sob a era de Cristo. Cristo um ser incontornável (humano) sobre o qual tanto e tanto se escreveu foi um homem modesto, pobre e pelos caminhos que percorreu descalço e as palavras que proferiu alterou por completo a maneira de encarar a vida modificando a mentalidade de meio Mundo, e tal como nos diz o Poeta nem sequer tinha Biblioteca. CRISTO uma figura única que morre tão novo, com apenas 33 anos de idade.
Não foi só a sua crucificação, pena habitual para os condenados da época, o seu grande sofrimento ou o calvário, a traição. Por certo a complexidade de ter por epíteto ser filho de Deus, terá feito Cristo padecer de um sofrimento psíquico, para lá do que humanamente é possível conceber, muito superior a qualquer outro de ordem física.
O Natal persiste depois de ter percorrido mil licitudes ao longo de séculos sobre séculos, ora modesto, recolhido, devoto e familiar, ora nos nossos dias que sacrilegamente se transformou num quase carnaval consumista em completo divórcio do seu verdadeiro sentido.
Cada país tem os seus ritos, os seus adornos, os seus costumes.
O Natal é festa que maior importância tem para uma criança e, como criança que é enternece-se com o Cristo quando ainda Menino Jesus e rejubila com os presentes que lhe traz. Casualmente, exactamente nesta época do ano assistimos a uma cena comovente. Um menino ao entrar na Igreja e tendo à frente dos seus olhos a imagem de um Cristo em tamanho natural como nunca teria visto antes, crucificado, ferido, sangrando, numa palavra uma figura de tal realismo que a criança gritou lavada em lágrimas:
«Chamem uma ambulância para o levar para o hospital! Depressa». Os sentimentos das crianças são espontâneos, concretos, puros.
Nós adultos, não nos debruçamos quanto necessário sobre o tesouro que é uma criança.
As palavras NATAL e CRIANÇA são sinónimas. Não é ela um ser puro acabado de chegar a um Mundo desconhecido…
Para todos os nossos desejos de umas Festas Felizes.
RAPALADO

Sem comentários:
Enviar um comentário