Passamos o Natal no Minho. Guimarães retoca-se para ser capital da Cultura em 2012, Braga movimenta-se para ser reconhecida a cidade da juventude. É verdade já algum tempo que é a cidade da União Europeia onde vivem mais jovens.
A véspera e o dia de Natal foram passados em Braga. A cidade cresceu, o trânsito é caótico e as pessoas acotovelam-se nas ruas e nos grandes espaços comercias. Está cheia de vida. Não poupou na iluminação de Natal e o seu todo era sem dúvida festivo. O comércio é rico e diversicado, os restaurantes servem pratos em doses que duplicam as apresentadas em Lisboa, por exemplo.
Aqui há alguns anos atrás uma pequena loja, no centro da cidade que vendia bananas, vinho Moscatel e mais algumas poucas coisas resolveu na vespera do dia de Natal oferecer uma banana e um pequeno copo de vinho Moscatel, ao cair da noite. A moda pegou e os outros comerciantes congéneres passaram a fazer o mesmo. Não oferecem o vinho que vendem a 1 euro por cada copo (uma garrafa num supermercado custa 4,25 euros).
Esta é conhecida como a festa do Bananeiro e uma verdadeira loucura. As pessoas ás centenas e a animação é indescritível.
Uns francêses que se misturaram na multidão perguntaram se esta festa se realizava todos os sabados (a véspera de Natal calhou neste dia da semana) e ficaram espantadisimos quando lhes explicaram que não. A festa do Bananeiro só se faz uma vez por ano!!
Economicamente os comerciantes fazem tanto ou mais dinheiro nesse dia do que durante todo o ano. Uma festa especial e inédita.
Nesta época festiva muita gente das aldeias circunvizinhas desce à cidade para ver as luzes ou fazer compras. Aquilo que vos vou contar pode pareçer-vos mentira, mas aqueles que me seguem sabem que só digo verdades.
Pois bem, a uma freguesa eventual de uma loja de roupa, onde há desde o muito bom até ao mais simples e corrente, a empregada fez-lhe uma grande festa.
"-Então como tem passado?
"-Olhe menina, não muito bem imagine que fiz um Á Vê Cê Dê (AVC) mas estou melhorzinha e nao me "afelejo" (aflijo)."
A empregada, solícita pergunta o que pretende.
"-Olhe um fato para a grande viagem."
"-Faz muito bem ir viajar."
Dona Felizmina passou a manápula sobre uma saia e casaco azul escuro e disse:
"-Quero este fato!".
"-Ora muito bem deve lhe estar muito grande mas não há problema temos quem lho aperte e pode vir busca-lo daqui a dois dias.".
"-Ó menina não é preciso, poêm-se uns alfinetes nas costas e na saia e
como vou deitada não se vê.".
A empregada está perplexa.
A Dona Felizmina ainda acrescenta:
"-Ainda vou levar uma camisolinha branca.".
Dois dias depois voltou.
"-Olhe menina venho trocar a camisola, tem uma gola muito subida e por isso vou sentir-me muito atabafada e não respirarei á vontade.".
O português ancestral e erróneo, que esta gente fala é prova duma total ileteracia. Este fenómeno não acontece só no Minho mas em todo o país em especial no interior.
Continuamos em 2012 a ser um país de parolos e analfabetos.
O tempo passa muito depressa e mais cedo do que imaginamos o Natal voltará a seu tempo e só esperamos que não aumentem a família do Pai Natal. Já criaram as Mães Natal, as Filhas do Pai Natal, os cães vestidos de Pai Natal e agora que não se lembrem de inventar a Sogra do Pai Natal. Sogra é sogra e nesta circunstância então não haverá nada de nada para ninguém.
RAPALADO
Sem comentários:
Enviar um comentário