Deixemos para trás as aflições respiratórias, para depois de morta, de Dona Felizmina do blog do primeiro dia do ano, que não é de certeza uma mopse, ou seja a mulher de nenhum maçom e vamos encarar de frente e com coragem 2012. O Governo continua a trabalhar afincadamente na arrumação da casa, levará o seu tempo, mas é o caminho correcto a seguir.
A maçonaria, como sempre, procura colher o máximo de informação dando o mínimo de informação e sobretudo infiltrar-se no Poder onde pode meter a enxada mesmo a chover onde se encontram a economia, a justiça. A maçonaria como toda a gente sabe é uma seita secreta e tem um vocabulário próprio. O que dissemos com palavras deles é que querem meter o garfo mesmo rodeados de profanos e assim estão a abocanhar o Governo com luvas brancas. Os maçons se defendessem interesses legítimos vinham com eles para a luz do dia só que no secretismo defendem apenas os seus interesses. Temos de viver com eles, cautelosamente.
O novo ano não será fácil para ninguém. A austeridade está aí sobretudo para ser carregada pelos mais fracos mas os portugueses tem as qualidades e os defeitos de todos os humanos onde sobressai tanto o conformismo como uma enorme capacidade de luta.
O poderoso antídoto para a desventura é a criatividade e vemos muitos jovens com fracas ou altas licenciaturas a atirarem-se para novos empreendimentos e formas de vida. E muitos estão a vencer o que nos dá ânimo. Portugal tem o privilégio de em cada três dias, dois serem de radioso sol. O turismo deve ser tratado com o máximo carinho e os ladrões quer os de colarinho branco como os de T-shirt suja, com a máxima severidade. Daquilo que verdadeiramente precisavam era voltar às nossas actividades tradicionais - a agricultura, a pesca e à pequena e personalizada industria. Vendermo-nos não é a melhor solução. Já agora modificando o estilo de vida deitem-se uma hora mais cedo e claro apaguem a luz. Estarão a pregar uma partidinha aos chineses. E sonhem. Sonhar é tão importante como rir ou comer.
Devemos confessar que tínhamos em mente ao fim de um ano terminar com o Bem e Mal Dizer, uma das cláusulas do nosso pequeno balancete só que mais de 4.000 pares de olhos percorreram aquilo que fomos escrevendo, tanto em Portugal como nos Estados Unidos, Brasil, Rússia, por aí fora até em Singapura… Não há um canto no Mundo onde não exista um lusitano. Temos entre mãos um livro e uma caixa cheia de verbetes que lhe pertencem há demasiado tempo à nossa espera. Ainda para mais, livro apadrinhado pelo ex-catedrático e escritor Urbano Tavares Rodrigues, homem com uma obra vastíssima e deliciosa. O seu pequeno livro «Visages de l’Inde et autres rèves» editado pela “La Différence” é uma jóia que rebrilha em cada frase. Põe-nos em sufoco quando na dedicatória escreve (…à espera do seu grande romance.) Estas razões obrigam-nos, com gratidão a prosseguir com ambos os trabalhos, os blogs e o livro. A par de tudo mais que individualmente carregamos e nos toma todo o tempo.
DE TODAS AS CORES
Também devemos confessar que mantivemos o nosso perfil cinzento, Nem uma palavra ou fotografia. Não gostamos que nos façam fotografias, tal como os pretos, quando livres no seu meio natural, porque dizem que ficar numa foto é roubarem-lhes a alma. Dizemos pretos embora saibamos não ser correcto deveríamos dizer negros. Nos Estados Unidos da América chamar a um preto negro é altamente ofensivo deve dizer-se preto. Estúpidas convenções. Nós somos alvos ou brancos como queiram, tanto nos faz.
Na verdade somos de todas as cores. Ao lado de Urbano Tavares Rodrigues convictamente comunista logo vermelho nós somos azuis. E somos verdes porque concordamos com eles na defesa da poluição que não se controla. Amarelos também, como jornalistas que somos, muitas vezes roçamos naquilo a que na nossa profissão se chama a yellow press característica dos tablóides. E até negros, temos muito de anarquistas e a nossa bandeira é negra… Por vezes somos acutilantes, irreverentes Enfim ai têm um perfil a cores e a toda a página.
Como gostaríamos que a maioria dos portugueses fosse honesta e composta por pessoas de bem. Infelizmente, este país tornou-se num covil onde vivem e progridem milhares de patifes capazes das coisas mais hediondas. Senhora Ministra da Justiça adivinha, por certo o que temos para lhe pedir. Tudo isso. Força.
Vosso
RAPALADO
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