O povo português nasceu pobre e nunca o deixou de o ser, por isto tem mentalidade de pobre. É invejoso, manhoso e como tem falta de instrução e educação comporta-se muitas vezes como uma criança. Hoje em dia, as circunstâncias da vida actual estão a obrigá-lo a crescer, embora devagar.
Se a um pobre que está sentado no chão junto a um local por onde passa muita gente exibindo feridas fictícias ou outras deficiências pedindo esmola lhe dermos 100, 200 ou mesmo mais euros, depressa se levantará ligeiro para com toda a probabilidade ir embebedar-se.
Quando há 10 anos atrás, passamos a fazer parte da União Europeia, foram-nos proporcionados milhares de euros. Quem os recebeu agiu como um pobre e sem cabeça, em vez de aplicar correctamente essa ajuda inesperada gastou-a em proveito próprio. Comprou um carro, uma casa no Algarve e por aí fora, encobrindo tais gastos montando uma empresa, ou um negócio de fachada e sentiu-se rico!
Tudo isto, bem real, faz parte de um passado que nos trouxe até ao presente que é uma realidade dura de roer. Não foi só a crise que nos colocou no lixo, a nossa mentalidade também.
Curiosamente, um português quando emigra e vai trabalhar fora do seu habitat, o seu comportamento, como por milagre torna-se adulto e correcto.
Os portuguesinhos, como depreciativamente nos chamam os espanhóis, não gostam de trabalhar. Adoram o futebol, os feriados, as pontes, a praia, as férias e as festas de toda a ordem incluindo aquelas, a que a pé firme assistem a um concerto de um ídolo em voga.
Em tempos que já lá vão grande parte da população enveredava pelo caminho que lhe parecia menos trabalhoso e mais seguro – o funcionalismo público. Sem grandes ambições, dormia com sonhos pardos à sombra dum Estado paternalista ou montava um negócio, uma empresa e sentia-se orgulhoso se enganasse os seus clientes.
E A INTELIGÊNCIA NÃO SERVE PARA NADA?
Claro que sim. Analisemos fatos que estão enraizados em dois países que se tornaram verdadeiros potentados.
A Índia tem na sua imensa população 17% de inteligências muito acima do QI considerado superior. Estes 17% representam a população de todo o Brasil ou seja, cerca 200 milhões de indianos são de ouro! Na China este fenómeno recai sobre 14% da população.
Os homens muito, mas muito inteligentes são reservados, divorciados do supérfluo e com uma noção nítida do efémero. Por norma, não seguem uma carreira politica No entanto, quando se dignam abandonar o seu casulo de interesses são orientadores de excelência.
A diferença entre um politico e um Estadista está no fato deste último ser capaz de prever várias situações e de ter soluções possíveis para cada uma delas. O politico fixa-se no imediato. Onde chegamos? Actualmente não há nenhum grande Estadista no mundo em crise em que vivemos. Aquilo que falta à União Europeia é um grande Estadista e esta carência explica o desastre da última década.
Neste pântano de desconsolo fervilham tão só os oportunistas.
RAPALADO
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