domingo, 26 de fevereiro de 2012

MILHÕES E MAIS MILHÕES


Já temos a cabeça tonta com tantos milhões. Mencionam-se, escrevem-se, comentam-se, rogam-se de tal maneira que até sonhamos com eles.
Quando acordamos veio-nos à ideia que a população de todo o Mundo em 1939, o ano do início da segunda guerra mundial, hoje é o número de habitantes só da China!
Já ouvimos por aí dizer que Deus criou o Mundo, os chineses inventaram e fizeram tudo e mais, fizeram e fazem coisas prodigiosas. Trazem atrás de si uma civilização milenária sempre conectada com a sua Muralha. Admitimos ser ainda a única obra feita pela mão do homem visível do espaço a que temos acesso, no entanto, 609 anos AC começaram a construir o Canal do Imperador com 1796 km que vai de Pequim ao Pacifico. Foi inaugurado em toda a sua extensão no ano 400 AC!
A China como toda a gente, também erra. Para afirmar o seu poderio e a sua capacidade inovadora construiu, no seu interior várias cidades ultra modernas, só que na prática são cidades fantasmas, ninguém as habita. Cada andar custa qualquer coisa como 1 milhão de euros. Não há quem os compre.
Bombaim tem 20 milhões de habitantes, um pouco menos do que São Paulo, mas a cidade mais populosa do Mundo é Tokio com 36,7 milhões de almas! Nova Iorque é habitada por 19,9 milhões de pessoas e governada por um Mayor apenas. Nós com os nossos 10 “milhõeszinhos” precisamos de um número exorbitante de pessoas para fazer seja o que for, mas não somos capazes de fazer a vigilância das linhas de cobre que a Máfia chinesa nos rouba. Cobre em quantidades substanciais embarcado desde Espanha ou Nápoles para a China. Mundo doido.
Milhões e mais milhões, todavia no ocidente e sobretudo na União Europeia envelhecida, com uma baixa natalidade não conseguem repor os desaparecidos, esta nossa União Europeia onde ninguém teve ainda a coragem de afirmar que é um rotundo fracasso. Compreende-se que fosse necessário criá-la mas foi feita muito tarde. Deveria, no mínimo, ter surgido a par e passo com o plano Marshall e ir de Lisboa a Vladivostok (Vila Nova Do Rio) ou não são os russos europeus?
A velha Europa ferida em pleno coração com a queda do Império Austro-Húngaro e degolada com a Revolução Francesa está irremediavelmente condenada a ser um parceiro de pouca monta.
E nós insignificantes a morarmos numa esquina do Mundo de milhões derrapamos e derrapar é cair no buraco.      
É uma pena. Somos bonitinhos com os nossos quase mil anos de existência e até temos coisas extraordinárias de fazerem inveja aos grandes.
Um exemplo: A Fundação Champalimaud. Um Centro de Investigação Cientifica de braços abertos tanto aos investigadores portugueses como estrangeiros que com ele se deslumbram. De braços abertos a todos em geral dado o seu espaço com uma arquitectura digna de obra tão soberba.
Portugal tem esta preciosidade doada por António Champalimaud, um Homem que o seu país tão mal tratou. Jamais se deu por vencido e reconstruiu todos os seus impérios sem um único cêntimo vindo da União Europeia. Decerto uma picadela atrás da orelha da Senhora Angela Merkel tal como lhe deve ter sucedido o mesmo ao dar-se conta das nossas conexões com Angola, sem a sua interveniência.
Desde a última guerra mundial que a língua alemã é muito pouco falada fora da Alemanha.
Claro o inglês domina. O inglês, o espanhol, o português são três idiomas de muito peso.
Já agora que satisfação ternos os nossos repolhos redondos, viçosos lindos de se verem e comerem na recente Feira dos Legumes em Berlim.

RAPALADO

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