Já temos
a cabeça tonta com tantos milhões. Mencionam-se, escrevem-se, comentam-se,
rogam-se de tal maneira que até sonhamos com eles.
Quando
acordamos veio-nos à ideia que a população de todo o Mundo em 1939, o ano do início
da segunda guerra mundial, hoje é o número de habitantes só da China!
Já
ouvimos por aí dizer que Deus criou o Mundo, os chineses inventaram e fizeram
tudo e mais, fizeram e fazem coisas prodigiosas. Trazem atrás de si uma
civilização milenária sempre conectada com a sua Muralha. Admitimos ser ainda a
única obra feita pela mão do homem visível do espaço a que temos acesso, no
entanto, 609 anos AC começaram a construir o Canal do Imperador com 1796 km que
vai de Pequim ao Pacifico. Foi inaugurado em toda a sua extensão no ano 400 AC !
A China
como toda a gente, também erra. Para afirmar o seu poderio e a sua capacidade
inovadora construiu, no seu interior várias cidades ultra modernas, só que na
prática são cidades fantasmas, ninguém as habita. Cada andar custa qualquer
coisa como 1 milhão de euros. Não há quem os compre.
Bombaim
tem 20 milhões de habitantes, um pouco menos do que São Paulo, mas a cidade
mais populosa do Mundo é Tokio com 36,7 milhões de almas! Nova Iorque é
habitada por 19,9 milhões de pessoas e governada por um Mayor apenas. Nós com os nossos 10 “milhõeszinhos” precisamos de um
número exorbitante de pessoas para fazer seja o que for, mas não somos capazes
de fazer a vigilância das linhas de cobre que a Máfia chinesa nos rouba. Cobre
em quantidades substanciais embarcado desde Espanha ou Nápoles para a China.
Mundo doido.
Milhões e
mais milhões, todavia no ocidente e sobretudo na União Europeia envelhecida,
com uma baixa natalidade não conseguem repor os desaparecidos, esta nossa União
Europeia onde ninguém teve ainda a coragem de afirmar que é um rotundo
fracasso. Compreende-se que fosse necessário criá-la mas foi feita muito tarde.
Deveria, no mínimo, ter surgido a par e passo com o plano Marshall e ir de
Lisboa a Vladivostok (Vila Nova Do Rio) ou não são os russos europeus?
A velha
Europa ferida em pleno coração com a queda do Império Austro-Húngaro e degolada
com a Revolução Francesa está irremediavelmente condenada a ser um parceiro de
pouca monta.
E nós
insignificantes a morarmos numa esquina do Mundo de milhões derrapamos e
derrapar é cair no buraco.
É uma pena. Somos bonitinhos com
os nossos quase mil anos de existência e até temos coisas extraordinárias de
fazerem inveja aos grandes.
Um exemplo: A Fundação Champalimaud.
Um Centro de Investigação Cientifica de braços abertos tanto aos investigadores
portugueses como estrangeiros que com ele se deslumbram. De braços abertos a todos
em geral dado o seu espaço com uma arquitectura digna de obra tão soberba.
Portugal tem esta preciosidade doada
por António Champalimaud, um Homem que o seu país tão mal tratou. Jamais se deu
por vencido e reconstruiu todos os seus impérios sem um único cêntimo vindo da
União Europeia. Decerto uma picadela atrás da orelha da Senhora Angela Merkel
tal como lhe deve ter sucedido o mesmo ao dar-se conta das nossas conexões com
Angola, sem a sua interveniência.
Desde a última guerra mundial que
a língua alemã é muito pouco falada fora da Alemanha.
Claro o inglês domina. O inglês,
o espanhol, o português são três idiomas de muito peso.
Já agora que satisfação ternos os
nossos repolhos redondos, viçosos lindos de se verem e comerem na recente Feira
dos Legumes em Berlim.
RAPALADO
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