A Natureza é magnânima,
evolutiva, destruidora, indomável e para além do que não foi dito, é generosa e
económica e de uma diversidade que nos parece inextinguível. E foi generosa
quando nos deu um sentido de visão limitado (nem sequer o da àguia ou do
lince). Sabem o que é isto?
Dois exemplos:
Ácaro siro
Com a nova tecnologia electro
micrografia torna-se possível fotografar o invisível e assim temos sob os
nossos olhos microorganismos com os quais vivemos. Dormimos e acordamos com
eles e até os comemos e bebemos. São uns monstros, altamente artilhados.
Chamam-lhes Guerreiros da Escuridão.
A Natureza é económica. Elimina
tudo aquilo que deixa de ser útil. As crianças de agora nascem sem estrutura e
espaço para virem a ter dentes do siso. Não os terão. A alimentação corrente do nosso tempo é na
prática pré-mastigada. Comida tipo
super mercado congelda. em coma, ou hiper congelada, em coma profundo. Também
eliminou o apendice intestinal que em tempos imemoriais deve ter tido a sua
função que se ignora. No futuro ninguém mais, nascido agora, morrerá de apendicite.
A Natureza reina sobre tudo o que
existe à face da terra e no seu interior. Um globo azul cheio de seres vivos
visíveis ou invisíveis. Todos com mente. O animal humano é o único com
neurónios razão pela qual fala e é criativo. À hora actual a população mundial
cifra-se no impressionante número de 7
mil milhões! Demasiados para alimentar pois a desertificação aumenta todos
os dias. (A Inglaterra que é ou era o país dono da chuva proibiu o uso de
mangueiras como precaução). Os Oceanos apesar do polo Ártico se estar a desfazer
aos bocados estão mais quentes do que há 50 anos atrás. Nos seus fundos também
existem desertos que alastram e nada existe pois onde não há oxigénio não há
vida.
Os homens por serem criativos
cometem tremendos erros mas a Natureza tem sempre uma resposta para tudo. Quando
se «sacode» não há nada nem ninguém que a domine.
DESAPAREÇA
Não temos as
auto-estradas alemãs nem as leis inerentes. Rodar a 199 Kms à hora nas estradas
portuguesas é uma prepotência e uma incúria. Foi o que fez o ex-Presidente da
Républica, Mário Soares num carro oficial e guiado por um motorista, a vítima a
quem foi apreendida a carta de condução por que Mário Soares se negou pagar a
multa declarando que seria o Estado a fazê-lo. Perante a GNR o que lhe ocorreu
dizer foi: Senhor guarda, DESAPAREÇA! Quando se referiu ao Estado que somos
todos nós e ele também por certo quereria dizer Governo que omina, claro que
agoira e destesta. É lamentável, uma figura que deveria ser um exemplo de
cidadania proceder tão grosseiramente.
A poderosa
Natureza, naturalmente, será implacável. Como Mário Soares é um optimista
talvez lhe dê mais uns anitos de vida mas não deixará de os embrulhar em
decrepitude.
RAPALADO


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