domingo, 27 de maio de 2012

NA PRIMEIRA FILA


A França e a Alemanha são, sem sombra de dúvida, os países pilares da União Europeia. Tudo o que acordarem entre si e tudo aquilo em que possam estar em desacordo acabará por nos vir bater à porta.

O socialista François Hollande ganhou, por uma unha negra, as recentes eleições presidenciais francesas. Metade dos franceses não está satisfeita. É uma França partida ao meio. O seu apelido que não tem nada de francês vem da sua ascendência holandesa. Os genealogistas que fizeram o estudo da sua familia chegaram até um avô ajudante de moleiro. Gente rebelde e calvinista. A seu tempo, foi expulsa da Holanda e encontrou abrigo na Normandia, em França. Aqui temos o novo Presidente Francês:


     Hollande na senda das presidênciais         Hollande na actualidade

Os americanos prescientes começaram por o emagrecer, depois pintaram-lhe o cabelo. Trocaram-lhe as lentes grossas (é miope) por um par de óculos mais favorecedores. Vestiram-no condignamente de “Presidente“ e por fim não terão deixado de executar alguns retoques de beneficiamento estético.

Afinal quem é Franlçois Hollande? Filho de um médico de ultra direita que o abandonou e de uma mãe de esquerda e católica que foi durante toda a vida bilheteira de um ring de patinagem no gelo. François fez os primeiros estudos num colégio de freiras. Formou-se em Ciências Politicas, mas não tem qualquer experiência governativa. Na juventude aproximou-se do Partido Comunista e, como tantos outros, apercebeu-se de que por esta via não alcançaria nenhum lugar de topo e tornou-se socialista. Trabalhou lado a lado com Miterrand por quem tem uma admiração incondicional.

Uma vez Presidente não perdeu um segundo. Voou até Berlim e logo de seguida até aos Estados Unidos. Nomeou um primeiro-ministro e cumpriu a promessa eleitoral de baixar os ordenados de si próprio e dos seus Ministros em 30% menos.

Filhos. François Hollande tem 4 filhos de Ségolène Royal (candidatou-se às presidenciais de 2007 e perdeu) com quem nunca se casou. Presentemente tem uma ligação amorosa com Valérie (Trierweiler) apelido do ex-marido que nunca deixou de usar. É jornalista politica do Paris Match lugar que não quer abandonar. Pretende ser trabalhadora e sustentar os 3 filhos do seu anterior casamento. E quanto a um novo matrimónio não quer ouvir falar em tal coisa. A França terá pela primeira vez na sua história uma primeira-dama oriunda de uma união de facto. Não se sabe como o Protocolo irá lidar com esta situação inédita. Os países mais conservadores não serão permeáveis a tal prepotência. Valérie mantém esta relação há muito tempo dizem mesmo que é contemporânea com a da outra senhora.

O primeiro-ministro nomeado pelo atual Presidente é Jean Marc Ayrault. É formado, professor do secundário de alemão, lingua na qual é fluente. As conversações com a Alemanha serão mais do que muitas. Teve uma condenação de seis meses, águas passadas coisas que acontecem (normais) a quem anda metido nas politicas. Mas o insólito é o seu apelido –AYRAULT – que na fonética da lingua árabe se pronuncia AYRU o que quer dizer pénis, motivo que faz  corar os árabes. O seu Governo tem 34 elementos, 17 são mulheres!

Barack Obama. A título pessoal, não vê qualquer inconveniente nos casamentos homossexuais. Na verdade não têm filhos para educar e sustentar por isso são ótimos consumistas. Nos últimos 12 meses nasceram nos EUA menos brancos do que crianças das populações em minoria a que os próprios americanos chamam coloured people. Quer isto dizer que a América se está a tingir de café com leite. Virá a suceder o mesmo na Europa?

Na Casa Real Espanhola nesta altura não existem rosas mas espinhos. A Rainha Espanhola não assistiu ao almoço oferecido pela Rainha de Inglaterra para comemorar os seus 60 anos de reinado. Facto, notado e comentado. A ausência foi justificada por causa da recente visita do Príncipe André a Gibraltar... Entretanto sucederam demasiadas coisas. A ida do Rei Juan Carlos caçar elefantes acompanhado da sua tenra princesa alemã, a queda de cima de um dócil paquiderme, o Hospital, a operação, a recuperação, a desculpa do Soberano – errei – a saída de Espanha da princesa alemã para a sua casa no Monaco… Um não acabar de episódios.

Os Reis fizeram estes dias 50  anos de casados. Não houve nenhuma celebração. A Rainha Sofia filha de Rei, neta do Kaiser sabe como ninguém quais os seus deveres de Soberana. Mas a sorte ultimamente tem-lhe sido adversa. Até com os filhos, todos eles com casamentos desastrados. Não é só o seu verdadeíro país que está a sofrer, a Rainha de Espanha também, mas jamais o mostrará.

O Mundo está de pernas para o ar, uma posição pouco correcta e mesmo grotesca. Sussurra-se por aí que a Grécia está a imprimir os seus velhos dracmas se for verdade é dramático.
Nós seguimos direitinhos pelos carris que nos preparou a Troika. Rezem a todos os Santinhos da vossa devoção para que tenham dó. Vendo bem até merecemos misericórdia.

RAPALADO

domingo, 13 de maio de 2012

EMBOSCADA

Grande parte do Mundo caiu numa emboscada à qual se vulgarizou chamar crise. Vivemos nesta situação há mais de uma década.

Continentes 25%, Oceanos 71%

O Planeta onde vivemos está pejado de seres vivos. Prevê-se que em 2050 seremos entre 9 a 11 mil milhões. A Terra não cresce nem se fabrica. Estará o nosso globo mais pesado? Se assim fôr a Natureza irá ao seu cofre de malefícios para repor o equilibrio.

Os Oceanos, sulcados pelos portugueses e pela primeira vez vistos por olhos humanos, tornaram-se, desde então, gradualmente, o vazadouro da humanidade e é deles que vem metade do oxigénio que respiramos.

Temos e teremos gente a mais, e grande parte da humanidade não presta, é gananciosa, assassina, psicopata, alcoolizada, drogada, pedófila, desinstruida, indolente e cruel. Já não existem Novos Mundos, Austrálias ou colónias para onde era enviado este rebarbativo rebotalho. O grande espaço e o começar de novo regenera. Não há melhor exemplo do que os Estados Unidos da América. Hoje em dia falta-nos espaço.

No nosso Mundo dito civilizado a natalidade é baixíssima no mulçumano é altíssima. Vivem há séculos sob a Shaira, poligamos, e em breve será árabe metade da humanidade. Por ora representam 22% dela. Tinham um velho provérbio que dizia: Senta-te à porta da tua casa e espera até veres passar o cadáver do teu  inimigo. Tais palavras estão enterradas há muito tempo. Não esperam, actuam.

Matar Bin Laden não reolveu problema algum, há um “Bin Laden” em cada crente em Alá. Por favor vejam esta caricatura de Veneza.

Onde não há uma Mesquita

A Itália tem na sua população 1,5% de mulçumanos. A Alemanha 3,7%, mas o país da União Europeia com a percentagem mais alta é a Espanha com 4%.

O Japão encerrou a aua ultima unidade de energia nuclear. A Alemanha prometeu fazer o mesmo em 2022. É premente acabar, de uma vez por todas, com o nuclear. E então onde ir buscar a energia de que necessitamos? Gastamos erradamente um excesso de energia a produzir toneladas sobre toneladas de inutilidades. Lixo. Há que proceder de forma diversa tornarmo-nos inteligentemente minimalistas, selecionarmos o essencial. Entretanto iremos recorrendo ao petróleo que compramos sobretudo aos árabes.
Nos últimos dias de Abril passado esteve em Portugal, a convite da AICEP, uma delegação de altos dignatários da União dos Emirados Árabes ligados a áreas relevantes. O que vieram fazer ignoramos. Observar, negociar, comprar, vender... por enquanto está tudo no segredo dos profetas.

Os países europeus andam numa dança eleitoral, agora a direita, amanhã a esquerda e logo mudam o passo, mas nem uns nem os outros dão com a porta de saida da crise onde se encontram. Estamos numa situação que não se resolve por demasiado abrangente e complexa. Nunca se viveu em tamanha escravidão. Os escravos contemporâneos são a maioria. Escravos das prepotências, das multinacionais. Escravos das nossas necessidades básicas e para maior loucura (cada vez existem mais loucos e suicidas). Julgamo-nos livres! A pequena economia enforcou-se. A energia nuclear ainda é utilizada. Gastamos sem medida petróleo. Temos a vida entrelaçada com as novas tecnólogias, fome e desemprego! Não há máquinas ou técnica para fabricar empregos, mas interesses obtusos que os eliminam.

Estamos perante o aborto de uma era e ao mesmo tempo a assistir ao assomar de um novo tempo. Estes acontecimentos são dolorosos e lentos. O futuro é incerto mas com boas possibilidades de ser mais realista e sólido.

RAPALADO