domingo, 14 de abril de 2013

MUNDO CÃO

Os acontecimentos, mundo fora, sucedem-se a uma velocidade vertiginosa. Vinte e quatro horas de um dia não bastam para acompanhar o que vai sucedendo. Não é humanamente possível. A Natureza parece querer sublinhar este facto e iniciou uma primavera como não se via há muito. Vestiu a Europa e não só de neve intensa. Deixou cair chuvas torrenciais com desastrosas consequências. Nos Estados Unidos, na Argentina, em Portugal, Guimarães por exemplo, que o diga. Fez e faz um frio incomum.

Nelson Mandela
Numa destas noites bem frias sonhamos com Nelson Mandela. Os sonhos são complexos e parecem desordenados, deste acordamos em sobressalto. Vimos “Mandelas” por todo o Mundo em lugares de liderança mas esta satisfação em breve se tornou em pesadelo com multidões em protesto por todo o lado, em estado de vigília que sabemos que não são sonhos mas bem reais. No Banglandesh, no Egipto, na Alemanha com a visita de Putin e até em Bruxelas aqui há um tempo.

A vida é o caminho para a morte e embora Mandela ainda esteja vivo o dia virá em que o perderemos. Os Sul-africanos irão chorar por ele pois pessoas como Mandela, com a sua verticalidade, são raras, únicas. Irão esquece-lo todos os dias da sua vida.

Quem de facto morreu foi Margareth Thatcher. Encontrou uma Grã-Bretanha e deixou-a muito melhor. Ninguém esquece que a sua vontade a levou a 8 mil kilometros de distância para, numa guerra de 4 dias, recuperar as Malvinas, melhor dito as ilhas Falkland... Terá honras militares.

Nos Estados Unidos da América a palavra “ilegal” deixou de ser aplicável a pessoas mas tão só a factos. Moral da história parece querer dizer: venham a nós os ilegais!

Em França o escândalo com o Ministro das Finanças foi de tal forma negativo para o Governo socialista no poder que a partir de agora todos os Ministros serão obrigados a mostrar publicamente os seus proventos monetários. O outro percalço com Christine Lagarde-Sarkozy parece ter ficado em águas de bacalhau.

Felipe de Bourbon

Em Espanha as coisas estão “realmente” tortas. O Rei Juan Carlos que foi durante anos e anos, um Rei modelo, devido ao seu comportamento recente vem perdendo o apoio dos espanhóis e já se murmura na possibilidade da sua abdicação. O herdeiro, Felipe de Bourbon e Grécia (45 anos) tem de certo toda a preparação exigida para o cargo que o espera, mas seu QI (coeficiente de inteligência) não é brilhante e Felícia, perdão, a sua mulher Letícia, os antecedentes que a tornem numa convincente Rainha de Espanha. Para mais o facto da Infanta Cristina ter sido constituída arguida ainda agrava a situação. A lei em Espanha é igual para todos e rápida.

Nós levamos 10 ou 11 longos anos para  meter os mediáticos pedófilos na cadeia, onde não dormirão todas as noites devidas pois já se levanta a possibilidade de detenções domiciliarias. Lindo.

Durão Barroso não deixa de perseguir a sua ideia de se tornar Presidente da ONU e parece ter até o apoio de Barack Obama. Está farto de Bruxelas e nem um pouco interessado em voltar a Lisboa, tal como já referimos anteriormente.

O nosso Governo procura afincadamente cumprir os seus compromissos financeiros. O buraco é de mil e trezentos milhões de euros. Visita intercalar da Troika depois do chumbo parcial do Tribunal Constitucional. Temos mais 7 anos para pagar.

Na Síria continuam as explosões, mesmo em Damasco, e as vitimas... O eterno conflito entre Israel e a Palestina é um mal sem cura. O nuclear assusta mas o Irão insiste. A provável guerra entre as duas Coreias faz mover os EUA e endoidece “nuclearmente” toda a gente, a intransigência da China é real. Por falarmos na China, os chineses viajam como nunca e gastam mais do que os americanos, os alemães e mesmo os russos. Na Venezuela é o dia das eleições. Maduro amadureceu a sua pretensão de governar à sombra do fantasma de Hugo Chávez. As sondagens davam-lhe a vitória.

O número de pessoas ou empresas que utilizam os paraísos fiscais é imenso. Um terço do dinheiro que gira no Mundo anda por lá fugindo aos impostos.

De bom? O pintor Francisco de Goya vem até Lisboa através de dois quadros que a Espanha nos empresta. É a primeira vez que tal acontece.

Será que o Sol se cansou de nós ?

RAPALADO

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