domingo, 23 de junho de 2013

A GRANDE DITADURA

Charles Baudelaire (o poeta maldito)
O tempo não passa está. Nós é que o contamos por horas, dias, anos, séculos e temos os segundos para o esfrangalhar. Um misero segundo simultaneamente  passado, presente e logo futuro. O grande poeta francês Charles Baudelaire, no seu poema L'Horloge chamou a esse miserável insecto imundo.

O tempo não tem forma, identidade é invisível e talvez eterno. Todavia tudo quanto nos toca efémero é e assim, a palavra sempre, em qualquer língua, uma utopia de excelência pois nada é para sempre.


Chamamos século a um ciclo de 100 anos. Séculos antes de Cristo, depois de Cristo e cada um deles com características muito próprias e, segundo a era, formas muito diferentes de levar a vida.

Quando mencionamos o século XV esse é nosso o das gloriosas descobertas aquele em que demos o Mundo ao Mundo e tanto mais! Demos-lhe aquilo que nunca tinham tido: o milho, o açúcar, o tomate, os perus, isto sem mencionarmos as especiarias. Nem todos os séculos duram cem anos alguns muito mais do que esse período de tempo, outros muito menos.

O século XIX foi muito longo até é comum falar-se na sua primeira parte e na segunda metade. Teve de tudo. Começou  a emergir e foi esplendoroso com o Império Britânico, os 63 anos de reinado da Rainha Vitória. 

Século XIX, Milão

Puritano, familiar, mais rural do que citadino, morre-se de tuberculose, orgulha-se e assusta-se com a revolução industrial e as múltiplas descobertas. A eletricidade  o telegrafo, o cinema, o comboio, o automóvel e muito mais e há o que os franceses chamam "la joie de vivre" e chega ao seu auge em 1900 com o epíteto de "Belle Epoque". Mulheres espartilhadas com exagerados chapéus, grandes famílias. Muitos espetáculos de opera,  ballet, enfim um rodopio. 

O fim do século XIX foi muito triste. Irá morrer após a I Grande guerra mundial e em 1918 com a gripe espanhola que ceifou entre 50 e 100 milhões de vidas. Para nós o século passado nasce com os loucos anos 20. 

Encurtam-se  as saias, dança-se o "charleston" é a época dos gangsters na América, sobretudo em Chicago, e estaremos a dois passos da maior tragédia deste curto século, a 2ª Guerra mundial (1939-1945).

E o nosso século XXI quando começa? Nos finais dos anos 60, com o Maio de 1968. A pílula anti conceptiva. A libertação da Mulher - com a corrida ao espaço, com o nascer das novas tecnologias. Talvez fique conhecido como o século do "Toque" porque com um simples e leve toque com as pontas dos dedos realizam-se milhares de coisas.

George Orwell
As novas tecnologias chegam-nos a cada dia e sempre inovadoras. Deram à Ciência e à Medicina um avanço que deslumbra e, simultaneamente, estão a levar-nos para a Grande Ditadura! Tudo, absolutamente tudo, será controlado ao ritmo do tal "insecto imundo". O livro "1984", George Orwell está, neste momento, a nível mundial, com uma cifra de vendas extraordinária. A razão é que as pessoas se deram conta de que hoje, a ficção não é ficção, mas a realidade, e quanto do passado será de uma inutilidade total, e quanto de novo surgirá se a Natureza não se cansar de nós e a Terra ainda existir.

Um mundo "Orwelliano" está aí, real, invasivo, vigilante, controlador e espiando. Não faz falta mencionar o que está a acontecer nos Estados Unidos, em relação às redes sociais, aos telemóveis e à correspondência (o Governo Britânico espiou as comunicações e os computadores das delegações que participaram nas Cimeiras do G20, em Londres, em 2009).

Futuro, ficção ou realidade:

· A extinção de muitas espécies animais.
· A fuga das grandes cidades. Serão museus.
· O fim dos cemitérios.
· A normalidade com que se celebrará a eutanásia.
· Deslocações sobre pisos apropriados para sapatos deslizantes 
  (já existe calçado com luzes nos calcanhares)
· A extinção do automóvel. Um brinquedo volumoso.
· A despoluição mais do que urgente dos Oceanos, com milhões de nano-partículas de plástico tóxico.

No dia em que fabricarem seres humanos em laboratório, em úteros artificiais, e compostos de genes escolhidos com uma minúcia científica correctiva, caminharemos para o apuro da estirpe humana. Hitler tentou, "caseiramente", fazê-lo para a raça Ariana. 

Que distância entre uma coisa e outra! Esta forma de apuro de raça será a anulação estrutural da família. Os indivíduos serão, desde o início, destinados a determinada função segundo a sua estrutura física e psíquica e a qualidade dos seus genes.

No entanto, o eterno dualismo persistirá. Uns e os outros. Haverá quem se reproduza à maneira antiga, como os animais, cegamente. As fêmeas dos animais, por instinto ancestral, são selectivas na escolha do macho que as fecunda.

Bom, construiremos muitas ilhas artificiais, temos muito mais oceanos do que terra, e será inevitável o retorno à Natureza.

Os homens andam à mais de um século com a mesma farda: calça, camisa, casaco e gravata (a gravata foi criada na Croácia e os Croatas orgulham-se muito disto). Desta antiga farda apenas abandonaram o colete, os botões de punho, os eternos chapéus de feltro sempre castanhos ou pretos, e a bengala, adorno "dandy". As mãos são precisas para os toques, para o telemóvel e para trazer os sacos do supermercado. Acreditam que os homens andarão assim fardados mais um século?

As mulheres, essas já despiram tudo o que tinham para despir. Mutantes como são por Natureza, tudo se pode esperar delas, até o inimaginável, ainda que ficcionado.

Voltando ao séc. XIX puritano séc. XIX, muito voltado para o Ocultismo, existiu uma lei Inglesa que rezava assim: "Todas as mulheres que seduzam e levem ao casamento os súbditos de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços, perucas e recheios nos quadris incorrem em delito de bruxaria e o casamento fica automaticamente anulado."

Com receio de que a antevisão da Grande Ditadura que nos espera vos tirasse o sono, tentamos acabar este texto a fazê-los sorrir.


RAPALADO

domingo, 9 de junho de 2013

ANORMALIDADES

No princípio desta primavera escrevemos: Será que o Sol se cansou de nós? E cansou-se mesmo. Caem chuvas torrenciais na Áustria, na República Checa, Húngria e Alemanha e parecem não querer parar. Um ano com uma Europa sem verão. Fenómeno que só aconteceu em 1916. Um certo calor só nos chegará nos meses de Setembro e Outubro. Uma série de coisas anormais na natureza, e na psique dos homens.

Que mais nos faltará ver?



O terrorismo é uma coisa altamente assustadora. Jamais se sabe quando acontece, onde, ou como. A explosão das Torres Gémeas de Nova Iorque deu-se em 2001, 11 de Setembro de 2001 e parece-nos ter sido ontem!

Hoje temos terrorismo com a morte de uma pessoa em qualquer lugar, rua ou hora. E como se tudo isto fosse pouco estamos a viver, sabe-se lá até quando, com outra ordem de terrorismo tão abrangente e devastador que nos esmaga todos os dias. O terrorismo financeiro. Não há duvida é uma realidade.

Não sabemos se toma banho num caldo vitamínico ou se engole alguma pílula milagrosa mas o Dr. Mário Soares ressurgiu renovado clamando por uma União à esquerda. Em tempo próprio terá dito que Bin Laden não deveria ter destruído as Torres de Nova Iorque mas sim fazer explodir o Banco Goldman Sachs. Se o disse e foi sincero, esteve certo...

O Clube Bilderberg (o dos poderosos) continua em plena atividade. António Borges, a seu tempo, foi afastado do Banco Goldman Sachs por ser ineficiente…

Venda de Insectos - Tailândia
Dado o aumento excessivo de seres humanos e em progressão, chegaremos ao tempo em que será difícil alimentar tantas bocas e assim vão-nos preparando para a necessidade de nos alimentarmos com insetos. Desde sempre, no Oriente e no Continente africano foi e é comum comer-se tal alimento.

Em Portugal, na província do Alentejo não é invulgar comerem-se insetos como um petisco. Tudo na Natureza está interligado e as aves e outros animais que se alimentam de insetos irão sofrer com a sua escassez.

Vacas Holandesas

Talvez não seja descabido fazermos o elogio da vaca que durante tempos sobre tempos foi o alimento de excelência para todo o mundo. Para já deixemos de lado as vacas indianas que são intocáveis, não por uma questão de casta, mas por serem sagradas.


Elogiaremos as vacas suíças, as mais bonitas; as inglesas que nos dão o rosbife as francesas que batizaram de “charolais” um dos seus melhores bifes; as brasileiras que têm bocados com nomes tão gostosos; as norte-americanas que se desfazem em bifes de meio quilo; as espanholas que são bravas e mandam o boi para o prato; as holandesas do leite, da manteiga e da nata do nosso mau colesterol; as japonesas que são massajadas eletricamente para nos darem os bifes mais tenros e caros do mundo e, claro, as das pampas argentinas, as rainhas de todas as vacas. Pedimos perdão se acaso omitimos alguma vaca digna de menção honrosa.

Não nos esquecemos da velha vaca lusitana que para além de tudo o mais era trabalhadora antes de chegar ao talho para ser toda ela bife, bastante duro. Foi ela que nos deu o calçado com que percorremos as sete partidas do Mundo.

A vaca merecia uma estátua de ouro no umbigo da Terra, Só que nos tempos que correm, ouro, cobre, bronze tais metais são roubados a torto e a direito e o cobre embarca rumo à grande China.

Entretanto nós vamos ter mais uma visita da Troika (a sétima) nos Estados Unidos vão ser legalizados 11 milhões de documentados pela a aprovação de um projecto-lei. Há consenso bipartidário. Obama, ou seja a esquerda democrática vai buscar mais uns 11 milhões de votos.

Desejamos a todos os nossos leitores europeus um não-verão aceitável.

RAPALADO