domingo, 24 de novembro de 2013

RICOS MAS POBRES COMO NUNCA

Dentro da União Europeia somos um dos países mais ricos. Não acreditam? Olhem com atenção para o mapa que aqui vos mostramos.

Plano de Extensão da Plataforma Continental - Portugal

Somos um país estranho e temos genes abastardados. 
Jamais fomos capazes de nos governarmos. Apenas fomos grandes quando criamos um Império colonial perdido como todos os dos outros. 

Somos incultos, vaidosos e parece bastar-nos encher a barriga, beber uns copos, ter a cabeça cheia de futebol como sendo a coisa mais importante do mundo, e apanhar sol.Estamos sempre á espera que nos caiam as coisas do céu e elas caíram mas a nossa incapacidade para as aproveitar é nula… 

Do imenso Mar que nos restou da nossa diáspora  que fizemos nada! Do Sol esperamos que a moda do turismo chegasse. Governar é prever, mas andamos sempre entretidos ou alheados com as nossas mesquinhices e jamais pensamos nos alicerces necessários para fazer valer a nossa riqueza. Tontos, imaturos, gananciosos sempre prontos para enganar ou roubar o alheio e para colmatar temos mentalidade de novos ricos.

O Mundo, sobretudo nas últimas três décadas mudou de tal forma que o antigo não tem mais validade. A cada instante tudo muda. Um tempo onde de dia para dia haverá mais desemprego e sem ele não há economia que resista.

Está tudo errado. A instrução dada aos que se preparam para o futuro não condiz com aquilo por aí virá. Tempo livre de mãos a abanar. Mãos que com a criatividade que nos é própria fizeram coisas uteis e maravilhosas, hoje servem apenas para “toques”. A tecnologia faz tudo no lugar delas.

Estamos a viver como se tivéssemos passado por uma grande guerra, ocasião em que é preciso começar tudo de novo. Uma guerra que perdemos para essas ditas novas tecnologias que farão de todos nós escravos.

As formulas politicas antigas ou atuais já não servem nem mesmo as democracias diferentes de país para país. Comunismo, socialismo, ditaduras, já nada resolve a situação louca em que nos encontramos.

Existem ainda com um certo equilíbrio os países nórdicos e  de sobremaneira faz-nos sofrer ao ponto a que chegou a França. Secou. Ela que iluminou o Mundo que teve grandes escritores, pensadores, pintores, filósofos não nos dá nada. Nem a língua que foi a dos diplomatas, das elites. Para as gerações novas quase não existe, até a consideram “amaricada”... O inglês domina pois corre a par e passo com as novas tecnologias. 

Arc de Triomphe - Paris

A França que tem o solo mais fecundo da Europa está a alimentar o outro mundo que a minou porque os verdadeiros franceses, aqueles que podem, dolorosamente, estão a  abandoná-la. Quem a governa, Charles De Gaule, bom seria mas não a Presidência está sob o domínio de um descendente de calvinistas que foram expulsos da Holanda ou então ali colocado por interesses com superior poder para andarem a expolir quanto lhes é possível.

Nós vamos indo devagar e esperançados de voltarmos a pescar o NOSSO peixe plantar a nossa couve ao lado da porta e viver soberanos e livres.

Um louvor para o Laboratório da Bial que criou um fármaco genuinamente português e exportado, logo aceite, nos Estados Unidos e louvamos também quem consegue neste desassossego criar e inovar e até vencer. O medicamento é contra a epilepsia.

Precisamos de mais homens com a coragem e a clarividência do Papa Francisco. Onde estão eles que não os vemos nem ouvimos.

RAPALADO

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