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| Nicolas Poussin, Adoration of the Kings, Dresden, 1633 |
Toda a gente é natal de
algum lugar e irá viver este período do ano segundo a sua origem e nacionalidade.
Tudo mudou e o Natal também e tornou-se, para muitos, numa festa pagã.
O Natal dos outros
Para os ingleses não há
Natal sem azevinho (uma planta quase extinta em Portugal) e o “plum pudding”, um pudim feito com banha
e servido entre chamas. Em Espanha não há Natal
sem besugo - o nosso goraz - o dia mais importante é em 6 de Janeiro aquando da
cavalgada dos Reis Magos .
Em França não há Natal sem
a “búche de Noel” (uma torta) e Champagne. Na Alemanha servem o
ganso assado e a árvore de Natal é enfeitada com pequenas maçãs vermelhas e
guloseimas. Os alemães são ricos mas nada se desperdiça. Mas deixemos o Natal dos
outros e passemos ao Natal que é nosso…
O Natal Português
Embrulhado nas mesmas
carências e defeitos do tempo em que vivemos. Todavia há tradições que ainda se
cumprem. Em qualquer celebração, no geral come-se e no Natal há ágapes com
características muito próprias. Os nossos manjares e doçaria, de Norte a Sul, passam
pelo bacalhau, o polvo, as couves, a aletria, as rabanadas, as filhoses, as
broas, os remexidos...
Mais no Sul os doces de ovos conventuais, sem esquecer a
lampreia de ovos e o clássico peru para o jantar do dia 25. Pobre peru de
aviário que agora desmaiado e sem sabor que vezes sem conta por economia
se come 300 vezes por ano! Para todos, o rei dos bolos - o Bolo Rei.
O Natal para ser bem
português não o era sem tudo isto. Sem o Presépio, sem se ir à Missa do Galo. E
nas aldeias deixa-se o madeiro a arder junto ao adro da Igreja e em alguns
lugares ficam sobre a mesa os restos para as alminhas...
O Natal era assim, era.
Para aqueles que têm posses esta celebração familiar e religiosa transformou-se
numa palhaçada quase carnavalesca. Para quem não tem quase nada este período do
ano ainda é bem mais triste, só o sorriso das crianças o ilumina um pouco.
Aos nossos leitores
espalhados pelo Mundo fora e em sítios que jamais imaginámos que nos lessem não
queremos deixar de lhes desejar umas Festas
Felizes desde o continente americano, passando por toda a Europa até ao
oriente, por exemplo, Ucrânia, Rússia, Indonésia, Filipinas, Japão e até na
China!
Não há dúvida, não há um
canto no Mundo onde não existam portugueses, para todos do fundo do coração o nosso
desejo é que realizem os vossos sonhos.
Um bom Natal, Festas Felizes,
Felizes Festas
Vosso
RAPALADO



