domingo, 22 de dezembro de 2013

FESTAS FELIZES

Nicolas Poussin, Adoration of the Kings, Dresden, 1633
Toda a gente é natal de algum lugar e irá viver este período do ano segundo a sua origem e nacionalidade. Tudo mudou e o Natal também e tornou-se, para muitos, numa festa pagã.

O Natal dos outros
Para os ingleses não há Natal sem azevinho (uma planta quase extinta em Portugal) e o “plum pudding”, um pudim feito com banha e servido entre chamas. Em Espanha não há Natal sem besugo - o nosso goraz - o dia mais importante é em 6 de Janeiro aquando da cavalgada dos Reis Magos .

Em França não há Natal sem a “búche de Noel” (uma torta) e Champagne. Na Alemanha servem o ganso assado e a árvore de Natal é enfeitada com pequenas maçãs vermelhas e guloseimas. Os alemães são ricos mas nada se desperdiça. Mas deixemos o Natal dos outros e passemos ao Natal que é nosso…

O Natal Português
Embrulhado nas mesmas carências e defeitos do tempo em que vivemos. Todavia há tradições que ainda se cumprem. Em qualquer celebração, no geral come-se e no Natal há ágapes com características muito próprias. Os nossos manjares e doçaria, de Norte a Sul, passam pelo bacalhau, o polvo, as couves, a aletria, as rabanadas, as filhoses, as broas, os remexidos... 

Mais no Sul os doces de ovos conventuais, sem esquecer a lampreia de ovos e o clássico peru para o jantar do dia 25. Pobre peru de aviário que agora  desmaiado e sem sabor que vezes sem conta por economia se come 300 vezes por ano! Para todos, o rei dos bolos - o Bolo Rei.

O Natal para ser bem português não o era sem tudo isto. Sem o Presépio, sem se ir à Missa do Galo. E nas aldeias deixa-se o madeiro a arder junto ao adro da Igreja e em alguns lugares ficam sobre a mesa os restos para as alminhas...

O Natal era assim, era. Para aqueles que têm posses esta celebração familiar e religiosa transformou-se numa palhaçada quase carnavalesca. Para quem não tem quase nada este período do ano ainda é bem mais triste, só o sorriso das crianças o ilumina um pouco.

Aos nossos leitores espalhados pelo Mundo fora e em sítios que jamais imaginámos que nos lessem não queremos deixar de lhes desejar umas Festas Felizes desde o continente americano, passando por toda a Europa até ao oriente, por exemplo, Ucrânia, Rússia, Indonésia, Filipinas, Japão e até na China!

Não há dúvida, não há um canto no Mundo onde não existam portugueses, para todos do fundo do coração o nosso desejo é que realizem os vossos sonhos.

Um bom Natal, Festas Felizes, Felizes Festas 
Vosso

RAPALADO

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