domingo, 11 de maio de 2014

À HORA PRESENTE

Depois de abrirmos com o humor de Millôr Fernandes (escritor, dramaturgo. desenhista, jornalista brasileiro) que dizia: “Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”. Vamos em concreto para o momento em que estamos:

Na União Europeia os países vivem em democracia. As democracias atuais diferem pois cada país tem a sua própria constituição. Democracia traduz que  os regimes que a adotam têm vários partidos políticos. Na prática acabam por terem apenas dois flancos, a direita e a esquerda.

No nosso país, a governar à hora presente, temos uma coligação de direita e na oposição os socialistas. Estes jamais se definem de forma clara e concreta. Não sabem se dormir com os partidos de extrema esquerda, se darem as mãos à direita. Este facto tanto acontece entre nós como nos países ditos do Sul da UE, Espanha, França, Itália, Grécia onde a governação está sob a égide de uns ou dos outros e esta dança de alternância não muda.


As populações chegada a hora de votar esquecem ou desconhecem como governou o partido antecedente e, por impulso, crêem que mudar é a solução para resolverem os problemas com que se debatem.

O maior problema com que todos nos deparamos é o desemprego e para aqueles que ainda têm trabalho é o salário mínimo. A pretensão de o conseguir a um nível aceitável não é só nossa é uma luta a nível mundial.

A Alemanha decidiu que estipulará um ordenado mínimo em 2015. Na Suíça, no próximo dia 18 de Maio, os cidadãos irão lutar por um ordenado mínimo de 4.000 francos suíços (3.281 euros). No reino do Camboja os trabalhadores da área têxtil pretendem um salário mínimo de 115 euros!  Que comentar, concluímos  que esta luta se processa a nível mundial e que as disparidades são gritantes. Vivemos num mundo cão.

Outro problema grave e com resultados que tudo apontam serem desastrosos é a invasão diária de centenas de subsaarianos que entram UE adentro. Que futuro está reservado para a União Europeia. Quem é que ousa fazer hoje tal previsão ?

Refugiados Africanos na Ilha de Lampedusa

Em concreto Portugal está livre da Troika e é imperioso manter-se assim. Também é verdade que em três anos o governo atual conseguiu, com trabalho aturado e sobretudo com os sacrifícios dos portugueses deixar para trás o precipício onde nos plantou o anterior governo socialista à beira de uma rotunda banca rota.

Governar é prever. Era. Na atualidade o imprevisível chega-nos a cada instante e a natureza parece acompanhar esta imprevisibilidade. Olhamos com mágoa o deslizamento de terras no Afeganistão que provocou a morte a mais de 2.700 pessoas. Causa próxima, chuvas torrenciais, causa remota, os degelos? E ainda os infernais e devastadores tornados nos EUA.

Fecharemos com duas citações dignas de voltarem a ser reproduzidas. Uma do Papa Francisco que tem um invulgar dom da palavra justa. Há poucos dias disse: “Às vezes, na nossa vida, os óculos para vermos Jesus são as lágrimas”. O Papa leva as suas palavras a todos, mesmo ao coração daqueles que não são crentes.

Lobo Antunes autor português de alto valor quando publicou o seu último livro disse:  “Ninguém escreve como eu, nem eu”.  Citação que sublinha a sua rara e brilhante personalidade.

Para fechar diremos que tanto a direita como a esquerda têm um verdadeiro medo dos cientistas. É que eles são muito mais poderosos do que os políticos que julgam estar na posse de todo o poder. No fundo a ciência é a força suprema que tudo domina e modifica.


RAPALADO

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