domingo, 15 de março de 2015

PORTUGAL É BONITO


Portugal é um dos países mais velhos do mundo (tal como a Pérsia, hoje Irão). Existe, em números redondos, há mil anos, não são dois dias mas um milénio!!
«A Monarquia fez Portugal e criou um Império, a República acabou com o Império e está em vias de acabar com Portugal» - palavras do General Carlos de Azeredo.
A Monarquia governou durante oito séculos e criou de facto um Império a obra mais grandiosa deste país pobre e por ter fome e uma única fronteira com o que é hoje a Espanha, atirado para um canto do mundo lançou-se ao Mar, mar jamais visto por olhos humanos e foi dono de um espaço com a dimensão igual ao da Europa de agora. E eramos tão poucos para tanto mundo, mas apesar disto mantivemos esse Império até ontem...

Depois da Monarquia chegou em 1910 a República, um período relativamente curto mas desgraçado que nos levou a uma Ditadura - E os portugueses continuaram coimo sempre a ser pobres. Da Ditadura chegamos a uma democracia que tornou os portugueses mais pobres do que nunca, pobres de tudo.

Elétrico 28 "vestido de cortiça" em Washington
Os nossos emblemáticos arquitetos queixam-se de que não há trabalho por falta de dinheiro para obras e confirmam-nos que grande numero de licenciados emigram. Siza Vieira e Souto Moura, entretanto criaram um carro-elétrico lisboeta de tamanho real todo feito de cortiça. Esta obra faz 
sucesso em Washington.

No ano de 2014, 387 médicos emigraram e 1100 pediram um certificado que permite aos profissionais de saúde exercerem a profissão noutro país.

O êxodo de gente nova formada e com aptidões que os faz brilhar no estrangeiro, não pára. Destes muitos não voltarão. Outros emigrantes com poucos estudos, logo com profissões mais comezinhas, esses talvez voltem, quando velhos.

Mas afinal quem ficará neste país: os pobres, os sem abrigo, os velhos, meia dúzia de ricos, os analfabetos que persistem - muitos tiram a instrução primária com uma única finalidade - obterem uma carta de condução.

Ficam os políticos agarrados ao poder. “Políticos” mais nos parecem garotos que armam brigas num pátio, alheios a tudo mais salvo a serem os vencedores. Políticos a sério depois de Sir Wiston Churchill não conseguimos destacar mais nenhum seja onde for. Sir Wiston Churchill e vivo o Papa Francisco. Todos os demais pensam tão só em si próprios esquecendo e desprezando o país que deveriam ter como único objetivo de vida..

Ficarão os malandros, os ladrões, os oportunistas, os presos, as classes baixas que se divertem e produzem alguma coisa para pagar como contribuintes, aqueles que  tenham o que comer e sobretudo beber, um dinheiro curto que lhes permita ir ao futebol e um certo exibicionismo, tempo para recalcitrarem e de pouco mais precisam para se sentirem alegres e “felizes”.

A semana passada celebrou-se o dia da mulher. As mulheres são na verdade grandes lutadoras. Até ao século IV, depois de Cristo, nem alma lhes davam… eram tão só animais reprodutores. Lograram alguma liberdade por volta do ano de 1968 com o aparecimento da pilula anticoncetiva. De qualquer forma foram necessários séculos sobre seculos para chegarem até onde estão ainda. Trabalham mais do que os homens por menos dinheiro e muitas, demasiadas, vitimas deles sujeitas a situações de crueldade extrema. 

A mesma igreja católica que só deu alma ás mulheres no referido século IV só estipulou no fim do século VI depois de Cristo quais eram os pecados capitais. Aos  nossos olhos esqueceram-se do pior pecado de todos os outros - a crueldade. A crueldade envolta em indiferença total.
É este o maior e mais horrendo pecado que no nosso tempo enfrentamos a cada dia e momento pelo Mundo fora.
Crueldade consentida e para mais organizada. A indiferença com que se envolve demonstra o cabal desprezo pela vida humana. O que vale uma vida humana. Nada?

Sem a menor dúvida Portugal é muito bonito, embora pequeno e pobre e o Mundo grande, tão grande que não temos tempo de vida para o abarcar no seu todo na sua grandeza e miséria. Sentimos sim que a humanidade anda perdida, em mutações tão rápidas e surpreendentes. Aquilo que é de hoje amanhã é lixo e o que chegar amanhã o que será?

Temos cerca de cem empresas exportadoras. Brilhamos, e de que maneira, na última feira de legumes e frutas em Berlim com as nossas belas peras rocha. Somos pobres e velhos mas apesar de tudo duros de roer.


RAPALADO

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