Hugo Marçal. Não se recordam? Seremos breves e sucintos. Hugo Marçal advogado em Elvas foi condenado a seis anos e meio por pedofilia no arrastado Processo da Casa Pia. No início defendeu, como causídico, o Bibi acusado pelos mesmos crimes. Tudo isto é conhecido por toda a gente. Aquilo que talvez não saibam é o que tão sinuosa alma anda fazendo.
Marçal recorreu ao Centro de Estudos Judiciários (em Espanha), onde tem o número 208 para ser Auditor de Justiça e depois… JUIZ! Mas há mais, como é Doutor em Direito, por lei, fica isento de prestar prova escrita e oral. Infelizmente há mais. Terá o privilégio de não ser julgado num Tribunal de Primeira Instancia. Maquiavélico.
(para um mais claro esclarecimento ver Diário da Republica, pág.4961, segunda série)
Terror nuclear
A catástrofe que se abateu sobre o Japão é apocalíptica. Os japoneses, tal como nós, vivem numa área sismal e reagem com uma serenidade oriental, conscientes da sua peculiar situação. Sempre se prepararam para suportar os frequentes sismos de que são vitimas. Só que para lá de um tremor de terra que chegou com uma intensidade de 8,9 na escala de Richter, foram varridos por um portentoso tsunami que fará milhares de mortos.
Que andamos nós a fazer com as nossas curtas vidas? Asneiras. E a maior é, sem dúvida, a utilização da energia nuclear. As centrais nucleares, mundo fora, são núcleos infernais, capazes de despoletar as maiores tragédias de sempre, acima da capacidade de aceitação da alma humana.
Filhos do século XXI, rodeados de tanta inovação, de tanta nova tecnologia, duvidamos sermos mais felizes do que aqueles que nos antecederam. Confessamos no entanto, sentir uma certa relutância perante a mentalidade reinante no fim do século XIX e início do século XX. As pessoas de então, na posse da electricidade, do telefone, do automóvel, do telégrafo da máquina a vapor e por aí fora, sentiram-se os senhores do mundo, convictos de que já não havia nada mais para inventar!
Santa inocência. O que se concebeu depois desse tempo é gigantesco, tempo em que era comum nascer, procriar e morrer numa mesma cama!
Aqueles que forem os filhos do século XXII, se existirem, também terão um certo sorriso displicente, ou mesmo uma certa comiseração pelo nosso tempo, considerando-nos uns primários, tão primários que até nos reproduzíamos como os animais selvagens.
Eles serão homens made in laboratório.
Uma coisa parece provável. A dictomia entre os privilegiados dos outros, causa de todas as guerras, lutas e ambições, continuará. Nem todos serão perfeitos, limpos dos genes indesejáveis: sãos, belos e inteligentes. Os tais outros, viverão sobre as vicissitudes de hoje, tal como nós.
Não há paraísos para todos.
Nunca haverá…
RAPALADO
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