domingo, 11 de novembro de 2012

DIABO À SOLTA

Há dias que não sabemos para onde nos voltar. Aquilo que ouvimos ou vemos tira-nos alma. 

Temos 900 mil desempregados, mas a Alemanha, o país economicamente mais forte da União Europeia tem 2 milhões e 800 mil sem trabalho! Sem comentários. 

Por outro lado muita gente continua a viver à grande, no entanto muita mais está a viver em condições ultra precárias... 

Politicamente anda tudo numa girândola de hipóteses, de projectos reparadores contudo resultados positivos nem um. 

A União Europeia recebeu, este ano o Prémio Nobel da Paz. É tudo isto paz? Assaltos, roubos violentos, droga, negócios sujos, abusos pedófilos, o desassossego… Onde está a paz? 

A Duquesa de Alba (86 anos) vai com o seu recente marido de 60 anos de idade, seis meses para a Tailândia. Deixa ao largo uma Espanha com 25% da sua população ativa sem trabalho.

Palácio de Lira - Madrid

Os filhos da Duquesa decidiram fazer visitas guiadas ao Palácio da Lira (são pertença do património) porque a manutenção de tais majestosos edifícios custa muito dinheiro. Um exemplo de como esta estranha situação, de uma forma ou de outra, toca a todos. 

Porto do Pireu - Atenas

À Grécia que lhe valham os Deuses antigos e o actual porque se está a afundar. Atenas é uma cidade desinteressante e muito poluída. Ah, sim tem a Acrópole para se visitar mas tão saqueada… Os únicos pontos da cidade com um certo ambiente são o Porto do Pireu e as casas que o circundam. Um porto com imenso movimento que estava a dar prejuízo. Pois bem uma empresa chinesa tomou conta do negócio e está a dar lucro! Aos chineses como é óbvio… 

Nova Iorque e o Canadá sofreram com o furacão Sandy danos avultadíssimos e mortes. Será que o Diabo ainda existe e anda à solta? 

A França está arrependida de ter votado para o presidente em Hollande e já grita: Antes o Sarkozy! 

E nós um país tão pequeno vamos vendendo-nos ao Diabo, aos árabes, aos chineses. 

Este ano a nossa produção de azeite suplantou e muito as anteriores, mesmo assim não basta para suprir o consumo interno, logo há que importar a parcela em falta. 

Oh! Demónio, quando te “bais” embora, como nos dizem no Porto. Porto rico e tão pobre mas que apesar de tudo consegue manter o seu senhorio que Lisboa está a perder todos os dias. A capital é feminina e como sempre abre os braços a tudo e neste tempo, a toda a espécie de gente. 

Como conseguir modificar esta situação se somos cada vez mais em número e menos a viver com dignidade humana? O frio vem chegando e as pessoas andam dentro de casa embrulhadas em cobertores para não gastarem energia e encolher as contas a pagar. Comem mal e por paradoxo fazem comida para vender fora, fazem de novo pequenos casacos de tricot com a mesma finalidade: vendê-los a preços irrisórios. Isto acontece na classe dita média alta (que expressão tão ridícula), gente normal a fazer o que nunca fez a viver como nunca viveu. 

A procura de emprego mais do que duplicou desde que as mulheres decidiram ser economicamente independentes, isto somado às novas tecnologias e a uma robótica sofisticada que dispensam por completo a velha mão-de-obra criou o que parece absurdo. Estamos a assistir estupefactos e impreparados ao surgir de uma nova era. 

Vamos a caminho da amarga vida onde não há nada para fazer. As aterragens das aeronaves comuns são feitas por computador, o piloto está tão só presente. Nada para fazer, nem crianças, encargo de longa duração e de elevado custo. E as crianças que se vão fazendo são levadas do diabo, querem logo não este mundo mas o outro, aquele que está a desmoronar-se. Era falso. 

RAPALADO

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