domingo, 29 de janeiro de 2012

INTELIGÊNCIA E POLÍTICA

O povo português nasceu pobre e nunca o deixou de o ser, por isto tem mentalidade de pobre. É invejoso, manhoso e como tem falta de instrução e educação comporta-se muitas vezes como uma criança. Hoje em dia, as circunstâncias da vida actual estão a obrigá-lo a crescer, embora devagar.
Se a um pobre que está sentado no chão junto a um local por onde passa muita gente exibindo feridas fictícias ou outras deficiências pedindo esmola lhe dermos 100, 200 ou mesmo mais euros, depressa se levantará ligeiro para com toda a probabilidade ir embebedar-se.

Quando há 10 anos atrás, passamos a fazer parte da União Europeia, foram-nos proporcionados milhares de euros. Quem os recebeu agiu como um pobre e sem cabeça, em vez de aplicar correctamente essa ajuda inesperada gastou-a em proveito próprio. Comprou um carro, uma casa no Algarve e por aí fora, encobrindo tais gastos montando uma empresa, ou um negócio de fachada e sentiu-se rico!

Tudo isto, bem real, faz parte de um passado que nos trouxe até ao presente que é uma realidade dura de roer. Não foi só a crise que nos colocou no lixo, a nossa mentalidade também.

Curiosamente, um português quando emigra e vai trabalhar fora do seu habitat, o seu comportamento, como por milagre torna-se adulto e correcto.

Os portuguesinhos, como depreciativamente nos chamam os espanhóis, não gostam de trabalhar. Adoram o futebol, os feriados, as pontes, a praia, as férias e as festas de toda a ordem incluindo aquelas, a que a pé firme assistem a um concerto de um ídolo em voga.

Em tempos que já lá vão grande parte da população enveredava pelo caminho que lhe parecia menos trabalhoso e mais seguro – o funcionalismo público. Sem grandes ambições, dormia com sonhos pardos à sombra dum Estado paternalista ou montava um negócio, uma empresa e sentia-se orgulhoso se enganasse os seus clientes.

E A INTELIGÊNCIA NÃO SERVE PARA NADA?

Claro que sim. Analisemos fatos que estão enraizados em dois países que se tornaram verdadeiros potentados.
A Índia tem na sua imensa população 17% de inteligências muito acima do QI considerado superior. Estes 17% representam a população de todo o Brasil ou seja, cerca 200 milhões de indianos são de ouro! Na China este fenómeno recai sobre 14% da população.

Os homens muito, mas muito inteligentes são reservados, divorciados do supérfluo e com uma noção nítida do efémero. Por norma, não seguem uma carreira politica No entanto, quando se dignam abandonar o seu casulo de interesses são orientadores de excelência.

A diferença entre um politico e um Estadista está no fato deste último ser capaz de prever várias situações e de ter soluções possíveis para cada uma delas. O politico fixa-se no imediato. Onde chegamos? Actualmente não há nenhum grande Estadista no mundo em crise em que vivemos. Aquilo que falta à União Europeia é um grande Estadista e esta carência explica o desastre da última década. 

Neste pântano de desconsolo fervilham tão só os oportunistas.

RAPALADO

domingo, 15 de janeiro de 2012

EM TEMPO DE BALANÇO

Deixemos para trás as aflições respiratórias, para depois de morta, de Dona Felizmina do blog do primeiro dia do ano, que não é de certeza uma mopse, ou seja a mulher de nenhum maçom e vamos encarar de frente e com coragem 2012. O Governo continua a trabalhar afincadamente na arrumação da casa, levará o seu tempo, mas é o caminho correcto a seguir.
A maçonaria, como sempre, procura colher o máximo de informação dando o mínimo de informação e sobretudo infiltrar-se no Poder onde pode meter a enxada mesmo a chover onde se encontram a economia, a justiça. A maçonaria como toda a gente sabe é uma seita secreta e tem um vocabulário próprio. O que dissemos com palavras deles é que querem meter o garfo mesmo rodeados de profanos e assim estão a abocanhar o Governo com luvas brancas. Os maçons se defendessem interesses legítimos vinham com eles para a luz do dia só que no secretismo defendem apenas os seus interesses. Temos de viver com eles, cautelosamente.

O novo ano não será fácil para ninguém. A austeridade está aí sobretudo para ser carregada pelos mais fracos mas os portugueses tem as qualidades e os defeitos de todos os humanos onde sobressai tanto o conformismo como uma enorme capacidade de luta.
O poderoso antídoto para a desventura é a criatividade e vemos muitos jovens com fracas ou altas licenciaturas a atirarem-se para novos empreendimentos e formas de vida. E muitos estão a vencer o que nos dá ânimo. Portugal tem o privilégio de em cada três dias, dois serem de radioso sol. O turismo deve ser tratado com o máximo carinho e os ladrões quer os de colarinho branco como os de T-shirt suja, com a máxima severidade. Daquilo que verdadeiramente precisavam era voltar às nossas actividades tradicionais - a agricultura, a pesca e à pequena e personalizada industria. Vendermo-nos não é a melhor solução. Já agora modificando o estilo de vida deitem-se uma hora mais cedo e claro apaguem a luz. Estarão a pregar uma partidinha aos chineses. E sonhem. Sonhar é tão importante como rir ou comer.

Devemos confessar que tínhamos em mente ao fim de um ano terminar com o Bem e Mal Dizer, uma das cláusulas do nosso pequeno balancete só que mais de 4.000 pares de olhos percorreram aquilo que fomos escrevendo, tanto em Portugal como nos Estados Unidos, Brasil, Rússia, por aí fora até em Singapura… Não há um canto no Mundo onde não exista um lusitano. Temos entre mãos um livro e uma caixa cheia de verbetes que lhe pertencem há demasiado tempo à nossa espera. Ainda para mais, livro apadrinhado pelo ex-catedrático e escritor Urbano Tavares Rodrigues, homem com uma obra vastíssima e deliciosa. O seu pequeno livro «Visages de l’Inde et autres rèves» editado pela “La Différence” é uma jóia que rebrilha em cada frase. Põe-nos em sufoco quando na dedicatória escreve (…à espera do seu grande romance.) Estas razões obrigam-nos, com gratidão a prosseguir com ambos os trabalhos, os blogs e o livro. A par de tudo mais que individualmente carregamos e nos toma todo o tempo.

DE TODAS AS CORES

Também devemos confessar que mantivemos o nosso perfil cinzento, Nem uma palavra ou fotografia. Não gostamos que nos façam fotografias, tal como os pretos, quando livres no seu meio natural, porque dizem que ficar numa foto é roubarem-lhes a alma. Dizemos pretos embora saibamos não ser correcto deveríamos dizer negros. Nos Estados Unidos da América chamar a um preto negro é altamente ofensivo deve dizer-se preto. Estúpidas convenções. Nós somos alvos ou brancos como queiram, tanto nos faz.
Na verdade somos de todas as cores. Ao lado de Urbano Tavares Rodrigues convictamente comunista logo vermelho nós somos azuis. E somos verdes porque concordamos com eles na defesa da poluição que não se controla. Amarelos também, como jornalistas que somos, muitas vezes roçamos naquilo a que na nossa profissão se chama a yellow press característica dos tablóides. E até negros, temos muito de anarquistas e a nossa bandeira é negra… Por vezes somos acutilantes, irreverentes Enfim ai têm um perfil a cores e a toda a página.

Como gostaríamos que a maioria dos portugueses fosse honesta e composta por pessoas de bem. Infelizmente, este país tornou-se num covil onde vivem e progridem milhares de patifes capazes das coisas mais hediondas. Senhora Ministra da Justiça adivinha, por certo o que temos para lhe pedir. Tudo isso. Força.

Vosso
RAPALADO

domingo, 1 de janeiro de 2012

NO NORTE

Passamos o Natal no Minho. Guimarães retoca-se para ser capital da Cultura em 2012, Braga movimenta-se para ser reconhecida a cidade da juventude. É verdade já algum tempo que é a cidade da União Europeia onde vivem mais jovens.

A véspera e o dia de Natal foram passados em Braga. A cidade cresceu, o trânsito é caótico e as pessoas acotovelam-se nas ruas e nos grandes espaços comercias. Está cheia de vida. Não poupou na iluminação de Natal e o seu todo era sem dúvida festivo. O comércio é rico e diversicado, os restaurantes servem pratos em doses que duplicam as apresentadas em Lisboa, por exemplo.

Aqui há alguns anos atrás uma pequena loja, no centro da cidade que vendia bananas, vinho Moscatel e mais algumas poucas coisas resolveu na vespera do dia de Natal oferecer uma banana e um pequeno copo de vinho Moscatel, ao cair da noite. A moda pegou e os outros comerciantes congéneres passaram a fazer o mesmo. Não oferecem o vinho que vendem a 1 euro por cada copo (uma garrafa num supermercado custa 4,25 euros).

Esta é conhecida como a festa do Bananeiro e uma verdadeira loucura. As pessoas ás centenas e a animação é indescritível. 
Uns francêses que se misturaram na multidão perguntaram se esta festa se realizava todos os sabados (a véspera de Natal calhou neste dia da semana) e ficaram espantadisimos quando lhes explicaram que não. A festa do Bananeiro só se faz uma vez por ano!!
Economicamente os comerciantes fazem tanto ou mais dinheiro nesse dia do que durante todo o ano. Uma festa especial e inédita.

Nesta época festiva muita gente das aldeias circunvizinhas desce à cidade para ver as luzes ou fazer compras. Aquilo que vos vou contar pode pareçer-vos mentira, mas aqueles que me seguem sabem que só digo verdades.

Pois bem, a uma freguesa eventual de uma loja de roupa, onde há desde o muito bom até ao mais simples e corrente, a empregada fez-lhe uma grande festa.
"-Então como tem passado?
"-Olhe menina, não muito bem imagine que fiz um Á Vê Cê Dê (AVC) mas estou melhorzinha e nao me "afelejo" (aflijo)."
A empregada, solícita pergunta o que pretende.
"-Olhe um fato para a grande viagem."
"-Faz muito bem ir viajar."
Dona Felizmina passou a manápula sobre uma saia e casaco azul escuro e disse:
"-Quero este fato!".
"-Ora muito bem deve lhe estar muito grande mas não há problema temos quem lho aperte e pode vir busca-lo daqui a dois dias.".
"-Ó menina não é preciso, poêm-se uns alfinetes nas costas e na saia e
como vou deitada não se vê.".
A empregada está perplexa.
A Dona Felizmina ainda acrescenta:
"-Ainda vou levar uma camisolinha branca.".
Dois dias depois voltou.
"-Olhe menina venho trocar a camisola, tem uma gola muito subida e por isso vou sentir-me muito atabafada e não respirarei á vontade.".

O português ancestral e erróneo, que esta gente fala é prova duma total ileteracia. Este fenómeno não acontece só no Minho mas em todo o país em especial no interior.
Continuamos em 2012 a ser um país de parolos e analfabetos.

O tempo passa muito depressa e mais cedo do que imaginamos o Natal voltará a seu tempo e só esperamos que não aumentem a família do Pai Natal. Já criaram as Mães Natal, as Filhas do Pai Natal, os cães vestidos de Pai Natal e agora que não se lembrem de inventar a Sogra do Pai Natal. Sogra é sogra e nesta circunstância então não haverá nada de nada para ninguém.

RAPALADO