Ainda existem certas formas de vida que proporcionam
um certo bem estar económico, outras que são grandiosas. Faremos uma viagem de análise
sobre algumas delas: mulher-a-dias ou mulher-a-noites, rico ou rico ilícito,
reformado a comer solidariedade ou reformado com reformas múltiplas e
escandalosas, futebolista ou vedeta de pé na bola, estar preso, político/deputado,
ter uma fundação, ser pedinte com lugar disputado e fixo e por aí fora…
A mulher-a-dias cobra â roda de 7 a 7,5
euros hora mesmo que trabalhe apena seis dias por semana como o ano tem 52
semanas as contas levam-nos a uma quantia muito razoável. Na generalidade comem
na casa onde trabalham, têm um mês de férias, caixa e trabalham ao ritmo do
velho funcionário público, vão fazendo.
A mulher-a-noites se perita na sua
profissão despacha num dia um número considerável de clientes - a remuneração
permite-lhe várias extravagâncias. A dita acompanhante de luxo tira ainda mais
vantagens: jantares, viagens, uma como a outra tem a liberdade de
fazer um dia de pausa quando bem lhe apetecer - nada mau.
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| De Anúncios do Correio da Manhã |
As Fundações são e foram uma mina. Maria
Barroso recebe da Fundação Mário Soares uns eurozitos a titulo de ad dignita - se este latim fosse
traduzido talvez não fosse descabido escrever – Há-de dar jeitinho.
Resumindo, os dinheiros recebidos via Fundação pelo casal Soares dariam para
pagar os subsídios de Férias e Natal suprimidos.
Mas ser Deputado é uma grande forma de
vida! Viagens para cá e para lá. Mordomias, reforma por inteiro ao fim de oito
anos e são 230. Os cálculos feitos com critério comparando com a Alemanha
levando em conta o número de cidadãos deveríamos ter apenas 81. Lindo. E que
fazem? Alguns trabalham , outros são amanuenses dos primeiros, a maioria viaja,
vê TV (filmes pornográficos, futebol, etc.) Os relaxados dormem ou fazem
rabiscos numa folha de papel. Há os que falam gritando exigindo ou pedindo o impossível.
Estar preso não é tão mau como isso. Ora vejamos: Pelas nossas
leis um preso não é obrigado a trabalhar. Quer isto dizer que os presos
nem sequer cavam as batatas que comem. Têm assistência médica e psicológica,
remédios, televisão, visitas íntimas, cama, mesa e roupa lavada. Amnistias, saídas
precárias, possibilidades de fuga. Muitos voltam pois a vida no exterior é por vezes
bem mais dura e para fechar não lhes falta droga.
Outra forma de vida comum é ser pedinte «profissional». Já foi mais
rentável mas ainda dá para ir comer a um restaurante e beber um vinho que nem
toda a gente se atreve a pedir.
Na Idade Média e falar nela é recordar os tempos da Inquisição, sobretudo
em Lisboa, assistir às cremações era um espectáculo que o povo não perdia. Voltava
a casa com as narinas cheias do cheiro a carne assada, enfim um entretenimento em
grande e de borla.
Não estamos em tais tempos mas o que sugerimos é o seguinte: por que razão
não se organiza ao Domingo, para que ninguém deixe de ir trabalhar, um show (grátis claro) com uma bela fogueira
onde se queimasse à vista de toda a gente a droga que vem sendo
apreendida? Um show a que não faltaria muito publico que não tem dinheiro para
outros divertimentos pagos.
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| Fogueira |
O português não perde nada que seja grátis. Era uma forma limpa e publica
de ver o fim dessa, ainda que valiosa, mercadoria ilegal.
RAPALADO




