domingo, 16 de setembro de 2012

A LUZ QUE SE APAGA

Thomas Edison (1847-1931)


Antes de tudo mais, a nossa mais rasgada homenagem a Thomas Edison. 

Americano nascido em Itália (1847-1931), o inventor, entre outras coisas da lâmpada incandescente com uma luminescência doce e espantosa. 


Sob a sua luz lemos as melhores páginas das nossas vidas e vimos tudo o que de mais belo que a noite esconde. Pois bem essa simples e magnífica lâmpada não se fabricará mais nos países da União Europeia e pensa-se que em 2016 deixará de ser utilizada em todo o Mundo. 

Vivemos num mundo de prepotências e estas determinações dominam-nos. O que vem substituir a velha lâmpada de Edison? As chamadas lâmpadas economizadoras. Serão mesmo assim? O seu fabrico e a sua reciclagem são complexos e onerosos. Estas lâmpadas emanam raios ultra violeta e ainda por cima contêm mercúrio. São esteticamente horrorosas e a luz que nos proporcionam é desmaiada, pálida, depressiva. 

Simultaneamente estamos no tempo em que o que importa é inovar, produzir coisas (a maioria de uma inutilidade total), procura-se que tenham um aspecto capaz de arregalar os olhos e logo para irem para o lixo. Quanta energia estupidamente gasta! 

A velha lâmpada de Thomas Edison quando terminado o seu tempo de vida podia ser deitada no lixo tal como um vulgar copo de vidro partido e sem qualquer problema. E as novas lâmpadas economizadoras? Necessitam de uma reciclagem complicada e cara. Então poupamos ou não poupamos? Segundo as contas feitas pela Deco um utilizador tipo poupa na conta da luz 180 euros em seis anos. Quem pode fazer prognósticos económicos com seis anos de antecedência... O que representaria uns 30 euros por ano. Preço idêntico a uma nova lâmpada... 

Adoramos os avanços da ciência. Mas não esta fúria de abandonar o antigo a que afinal de uma forma ou outra acabamos por readoptar. Pensamos fazer um stock de lâmpadas antigas e continuar a viver com elas o maior tempo possível. Somos noctívagos e a luz doce que nos querem tirar são para nós uma relação de amor de toda a vida. 

Somos minimalistas preferimos ter um único pullover de cachemira do que 20 de fibras artificiais com tintagens tóxicas. Mas fomos manipulados para sermos consumistas desenfreados e contínuos. 

A revolução industrial do fim do século XIX, assustou. O fumo dos comboios com máquinas a vapor empestava o ar... As novas máquinas roubariam o trabalho aos homens... Hoje as novas tecnologias fazem o mesmo, muito do desemprego advém delas, mas a situação nos nossos dias é incomparavelmente mais devastadora e complexa. 

Para onde vamos e em que condições ainda mais penalizadores . Para onde? 

AINDA OS DEPUTADOS 

Por qual razão a quem compete não analisam o modus vivendi dos deputados suecos, uma Suécia onde não existem mordomias. Os deputados vivem em casas comunitárias, como comunitária é a cozinha e a lavandaria. Assessores, carros, nem pensar. São deputados a servir o país, os nossos servem-se a si próprios. 

Depois de vários anos voltamos a Estocolmo para sair DISTO e respirar outro ar. Voltar a ISTO é cada vez mais desconsolador. 

Estocolmo

Nós os pobres países do Sul, quando levantamos os olhos para os do Norte achamos que são ricos. E são. Pagam à roda de 45% de impostos sobre os rendimentos auferidos. Têm um nível de vida invejável. A saúde e os estudos são grátis. 

Trabalham a sério, o indígena sulista estonteia-se com o Sol, e adora não fazer nada. Um sueco que não queira trabalhar tem um subsídio de subsistência, claro que é olhado como um marginal, se aqui fosse assim ninguém faria mais nada apenas procuraria aumentar a dávida do seu rendimento mínimo. ROUBANDO. 


RAPALADO

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