domingo, 30 de setembro de 2012

FORMAS DE VIDA


Ainda existem certas formas de vida que proporcionam um certo bem estar económico, outras que são grandiosas. Faremos uma viagem de análise sobre algumas delas: mulher-a-dias ou mulher-a-noites, rico ou rico ilícito, reformado a comer solidariedade ou reformado com reformas múltiplas e escandalosas, futebolista ou vedeta de pé na bola, estar preso, político/deputado, ter uma fundação, ser pedinte com lugar disputado e fixo e por aí fora…

A mulher-a-dias cobra â roda de 7 a 7,5 euros hora mesmo que trabalhe apena seis dias por semana como o ano tem 52 semanas as contas levam-nos a uma quantia muito razoável. Na generalidade comem na casa onde trabalham, têm um mês de férias, caixa e trabalham ao ritmo do velho funcionário público, vão fazendo.

A mulher-a-noites se perita na sua profissão despacha num dia um número considerável de clientes - a remuneração permite-lhe várias extravagâncias. A dita acompanhante de luxo tira ainda mais vantagens: jantares, viagens, uma como a outra tem a liberdade de fazer um dia de pausa quando bem lhe apetecer - nada mau.

De Anúncios do Correio da Manhã

As Fundações são e foram uma mina. Maria Barroso recebe da Fundação Mário Soares uns eurozitos a titulo de ad dignita - se este latim fosse traduzido talvez não fosse descabido escrever  – Há-de dar jeitinho. Resumindo, os dinheiros recebidos via Fundação pelo casal Soares dariam para pagar os subsídios de Férias e Natal suprimidos.

Mas ser Deputado é uma grande forma de vida! Viagens para cá e para lá. Mordomias, reforma por inteiro ao fim de oito anos e são 230. Os cálculos feitos com critério comparando com a Alemanha levando em conta o número de cidadãos deveríamos ter apenas 81. Lindo. E que fazem? Alguns trabalham , outros são amanuenses dos primeiros, a maioria viaja, vê TV (filmes pornográficos, futebol, etc.) Os relaxados dormem ou fazem rabiscos numa folha de papel. Há os que falam gritando exigindo ou pedindo o impossível.

Estar preso não é tão mau como isso.  Ora vejamos: Pelas nossas leis um preso não é obrigado a trabalhar. Quer isto dizer que os presos nem sequer cavam as batatas que comem. Têm assistência médica e psicológica, remédios, televisão, visitas íntimas, cama, mesa e roupa lavada. Amnistias, saídas precárias, possibilidades de fuga. Muitos voltam pois a vida no exterior é por vezes bem mais dura e para fechar não lhes falta droga.

Outra forma de vida comum é ser pedinte «profissional». Já foi mais rentável mas ainda dá para ir comer a um restaurante e beber um vinho que nem toda a gente se atreve a pedir.

Na Idade Média e falar nela é recordar os tempos da Inquisição, sobretudo em Lisboa, assistir às cremações era um espectáculo que o povo não perdia. Voltava a casa com as narinas cheias do cheiro a carne assada, enfim um entretenimento em grande e de borla.

Não estamos em tais tempos mas o que sugerimos é o seguinte: por que razão não se organiza ao Domingo, para que ninguém deixe de ir trabalhar, um show (grátis claro) com uma bela fogueira onde se queimasse à  vista de toda a gente a droga que vem sendo apreendida? Um show a que não faltaria muito publico que não tem dinheiro para outros divertimentos pagos.

Fogueira
O português não perde nada que seja grátis. Era uma forma limpa e publica de ver o fim dessa, ainda que valiosa, mercadoria ilegal.

RAPALADO

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